livro guia de trabalho do revisor de texto valdir

Livro REVISÃO DE TEXTO: correção ortográfica, revisão redacional e metodológica, e copidesque ou copidescagem > Clicar Aqui. É o livro-guia de trabalho do Revisor de Texto Valdir Loureiro: conceitual e metódico, serve para nortear os procedimentos que disponibilizamos na função de revisor textual e de copidesque, podendo virar um atrativo autêntico dessa oferta, um cartão de visita “sui generis" (como poucos) para divulgar essa atuação.

26/02/2016

Leitura recomendada por nós

Esta página contém assuntos que nós, o Bloguista, consideramos interessantes. "Estamos certo" de que assim damos alguma contribuição para expandir o Conhecimento Humano.

Em vez de falarmos em cada assunto, remetemos o Público leitor a um site pertinente (o que não dispensa outra fonte), bem como a pesquisa pode ser feita, digitando-se o próprio tema na Internet.

Nós, plural de modéstia.
Ver https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=n%C3%B3s%2C%20plural%20de%20mod%C3%A9stia

Eu lírico não é o autor. Clicar aqui 
http://portugues.uol.com.br/literatura/eu-lirico.html.

Prosa/verso, soneto e trova. Clicar aqui
 http://cpt-profcabral.blogspot.com.br/2009/12/prosaverso-soneto-e-trova.html

23/02/2016

Do nada, começa tudo

e tudo se acaba em nada.

Ou: Começo e final de tudo
ou: Tudo e nada unificados.

        Copo de água*
Um copo de água ou vazio
que pegamos com a mão
tem uma comparação
que se torna desafio;
esse copo é como um rio
na seca, na enxurrada.
E essa mudança é notada
num pingo d’água sisudo.
Do nada, começa tudo,
e tudo se acaba em nada.
*Copo de água: copo cheio de água. Copo com água: um copo com alguma água. Copo para água: um copo destinado para se beber água. (Fonte: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/um-copo-decom-agua/9674. Acesso em: 04-08-16).

        Fósforo queimado*
Vi um palito no chão —,
no pé da árvore jogado,
sujo, quebrado e queimado,
em fase de transição;
já acendeu um fogão,
morou em caixa guardada.
Foi da madeira cortada
ao merceeiro graúdo.
Do nada, começa tudo,
e tudo se acaba em nada.
* Fenômeno "químico", pois não tem volta para queimar de novo; só outro.

        Amor à primeira vista
Muitas vezes acontece
que a moça vê um rapaz;
um namoro aí se faz;
o casal nem se conhece.
Depois cada qual esquece
encontro e festa animada;
cada mente é esvaziada
e o rosto é carrancudo.
Do nada, começa tudo,
e tudo se acaba em nada.

        Cheio e vazio
Talvez o melhor seria
ninguém se apaixonar —
pois, se tiver de deixar
quem foi sua companhia,
sobra cadeira vazia,
a mente fica arrasada,
a mesa vira mesada
e morre o amor agudo.
Do nada, começa tudo,
e tudo se acaba em nada.

        Ondas Alfa*
“Entrando em Alfa”, eu¹ achei
que o Céu é perto e perfeito;
senti-me calmo e refeito
nas ondas que alcancei.
Mas logo me contrariei
com uma nuvem carregada:
"a barra² ficou pesada³,
calado entrei e saí mudo”.
Do nada, começa tudo,
e tudo se acaba em nada.
* Ver http://andreaalves.blog.br/o-que-e-o-estado-alfa/
¹ "eu lírico": não é o autor; ver http://portugues.uol.com.br/literatura/eu-lirico.html.
² por analogia. a primeira claridade do dia, ou a tonalidade rubra do céu ao pôr do sol.
³ tenso, opressor, carregado; (ex.: ambiente ou silêncio pesado).
Resultado de imagem para entrar em alfa significado
Copiado da Internet: entrar em alfa significado imagem

        Viagem
Por um instante, eu* pensei
que tudo estava perdido;
vi meu tempo consumido
em viagem que estranhei.
Mas logo recuperei
a imagem unificada;
vi a hora abençoada
em que me salvo ou me ajudo.
Do nada, começa tudo,
e tudo se acaba em nada.
* "eu lírico": não é o autor; ver http://portugues.uol.com.br/literatura/eu-lirico.html.

30/01/2016

Morte, filha do Destino

Definição. Fatalidade, Premonição 
e "Último pedido"

Além-túmulo

        Última provocação
Sabeis a morte, o que é?
Passagem certa e sombria
do Sol para a cova fria,
provocando os que têm fé.
Barrabás, Jesus, Tomé...
sofreram essa provação.
Mas também é a transição
desta para "a outra vida",
onde vai ser concebida
a luz da ressurreição*.
*ou quem sabe? da reencarnação.

        Transfiguração anímica
Como todo mundo sabe,
a morte é a única certeza.
Em pacto com a Natureza,
faz com que o Homem* se acabe.
A quem fica vivo, cabe
suportar sua amargura:
rezar junto à sepultura,
vendo que as velas na cruz
refletem a vida e a luz
da alma que se transfigura.
*Homem no sentido de Humanidade ou todos os seres humanos.

       Definição
O Destino é a sucessão de fatos
que podem ou não, nesta vida, ocorrer
— causados por quem, ninguém sabe dizer —,
mas deixa o efeito de muitos relatos.
Perpassa os reinados e os celibatos.
Designa algum fim, uso ou aplicação.
Lugar para onde tomar direção
quem tem ou não tem o seu rumo traçado,
quem sabe ou não sabe o lugar reservado,
ou o que vai ser nessa tal sucessão.

Horas fatais

        "Que fatalidade, meu Pai!"
As últimas palavras “Que fatalidade” —
falou o poeta Casimiro de Abreu,
na hora da morte que o abateu,
aos 21 anos (à flor da idade).
A morte e o Destino têm proximidade:
pode-se dizer que ela é sua “filha”;
da sua certeza, ele compartilha;
o “pai” determina e a “filha” obedece.
Em qualquer idade, a pessoa falece, 
mesmo que não queira encerrar sua trilha.

        Premonição
Filha do Destino é a coincidência
que fez a pessoa sentir-se adoentada
— dentro do transporte onde estava embarcada —
pra falar com o médico e pedir assistência.
Depois melhorou e saiu da emergência,
recebeu notícia do que aconteceu...
pois foi o transporte que ela perdeu
bater-se de frente com dois carroceiros;
o mesmo virou, matou os passageiros; 
"e ela ficou viva porque adoeceu".

        "Último pedido"
O Destino tem um filho malfadado
que fez um velhinho doente morrer —
sem ter visto quem ele queria ver,
na hora da morte, sentado a seu lado:
pediu a seus filhos de modo empenhado
que fossem chamar "o amigo querido";
nenhum filho foi atender ao pedido;
apenas um deles mandou um recado,
e quando o amigo foi comunicado, 
o velho doente já tinha morrido.

        Lutar para sobreviver
Para ter sobrevivência,
sou guerreiro destemido
com a certeza ou consciência
de quem termina vencido,
pois a morte é penitência
da qual ninguém tem fugido.
Parodiando esta frase de Schopenhauer: "A vida é uma luta pela sobrevivência com a certeza de ser vencido". 

        Funeral
Temos de ser combativos
para lutar, e dizer
aos mortais ainda vivos
que a morte é um renascer.


23/01/2016

Uso da palavra "princípio"

O vocábulo princípio em quatro situações:

1) "princípio" ou norma para denominar uma regra (ex.: princípio cartesiano, princípio moral);

2) "a princípio" ou "antes de tudo" para especificar algo no começo da conversa (ex.: "a princípio", vamos chamar quem tirou nota nove e dez);

3) "em princípio" ou "via de regra" para generalizar tese, conceito ou ideia ou teorizar (ex.: "em princípio", toda pessoa sabe o que está fazendo); e

4) "por princípio" para significar "por convicção", "por lei" ou "com certeza" (ex.: "por princípio", carro não roda só com gasolina).

Diferença entre entre "vocábulo ou locução" e "termo ou expressão" 
Vocábulo ou termo é só uma palavra, locução ou expressão são duas ou mais palavras.
Chama-se "vocábulo ou locução" uma palavra ou mais, fora da frase ou da oração; tem sentido próprio, como o dicionário traz cada verbete com acepção da palavra e locução que inclui o verbete; está mais na linha da análise morfológica.
Chama-se "termo ou expressão" uma palavra ou mais, dentro de uma frase ou de uma oração como se fala em "termos da oração", na análise sintática.
Diga-se "locução" quando as palavras estão fora da frase ou da oração (com sentido próprio (delas) e diga-se "expressão" quando estão dentro da frase ou da oração.
Portanto, "vocábulo ou locução" são palavras isoladas como em análise morfológica  — que passam a chamar-se "termo ou expressão" quando vão para dentro da frase ou da oração como em análise sintática.

Diferença entre entre "frase" e "oração"
A frase não precisa ter verbo (só basta qualquer enunciado que tenha sentido). Ex.: "Casa de ferreiro, espeto de pau".
Já uma oração sempre contém verbo ou locução verbal. Ex.: "Todo pênsil é torto".
Logo, toda oração é uma frase, mas uma frase só é oração quando tem verbo.

30/12/2015

O poeta e a musa inspiradora


Poema abstrato, especulativo e mitológico.

1 Quadrinhas de Valdir

        Vertente
É claro que um poeta
transforma tudo em poesia;
e o que falta, ele completa
como a musa influencia.

        Casal
Casal que não se separa
é o poeta e a musa:
ele, como se declara;
ela, pródiga e difusa.

        Oculta
Toda poesia tem
uma face oculta inclusa,
que é do poeta também,
mas antes foi de uma musa.

        Abstrata
Nem sempre a musa é concreta:
pode ser mais que abstrata;
seja calma ou inquieta, 
é um ente que arrebata.

        Eu mitológico
Quero ser grande poeta;
não sou poeta nem grande;
Mas Apolo, “meu profeta”,
tem a Musa que me expande.

2 Sextilhas

        Logo
Além de outra qualidade
que uma musa possa ter,
tem esta complexidade:
“ser e não ser, porém ser” —,
o que dá continuidade
ao que o poeta verter.

        Então qual será?
Qual deusa, qual musa é tal
que o poeta chama ou tem?
É uma aura espiritual
que o cerca e vive no Além.
Em caso excepcional,
chamando ou não, ela vem.

3 Oitava

        Independente
A tal musa inspiradora
que todo poeta almeja
nem sempre vem promissora
tal qual o vate deseja:
pode até virar pastora
que o protege na igreja
como ser uma censora
do verso que ele coteja.

4 Décimas

        Musa inspiradora
Pense na Mitologia,
na montanha do Parnaso*;
diga lá, conforme o caso,
cada Musa, o que fazia;
e como vive hoje em dia
cada mito do lugar;
se vale a pena pensar
na musa sem ser concreta.
Cante o que eu sinto, poeta!
que eu sinto e não sei cantar.
* Parnaso: Montanha da Fócida (Grécia antiga) consagrada a Apolo e às Musas.
Transcrito da nossa postagem Cante o que eu sinto, poeta.

        Desalento
Inspiração, onde estás,
que eu te chamo e não respondes?
Onde será que te escondes?
Vais me deixar para trás?
Sem ti, eu não sou capaz
de pensar, de produzir.
Não sei o que inferir
dos indícios evidentes!
Faz dos meus olhos cadentes,
luzes que queiram subir.

A musa e o poeta

        a) O que ou quem é a musa?
"O que é" musa, afinal:
é inspiração divina?
ou uma deusa peregrina
que volta ao mundo carnal?
Será uma onda astral
que paira acima de um vulto?
Há sempre um sentido oculto
na sua ausência ou ventre,
onde quer que se concentre
um espírito rude ou culto.

        b) Motores da musa
Como fonte — a musa é
alguma causa motora,
junta ou mola propulsora,
reza ou palavra de fé;
a seção de “lava-pé”
quando é Quinta-Feira Santa;
uma “espinha na garganta”
com uma crise insuportável! —
é uma força imaginável
que dá coragem ou espanta.

        c) Musa e poeta
Acredito que o poeta,
às vezes, não se pertence;
o que ele crie ou pense
vem de uma fonte secreta.
Uma onda que o afeta
de maneira positiva
toma conta do que ativa
o cérebro e suas funções —
de onde nascem criações,
na mais diversa deriva.

        Sem musa: adeus, Poesia!
Poeta sem musa é um rio sem leito,
é uma cachoeira sem ter correnteza,
é água salobre em cima da mesa,
é chuva que não molha nem parapeito.
Não importa o nome, é do mesmo jeito:
poetisa também sente a falta fatal.
Se não existir uma fonte causal,
"adeus, poesia vivida ou autêntica",
pois a produção vai se tornando idêntica
a água empossada ou um lamaçal*.
* alusão ao "mangue".

27/12/2015

Vencer pelo cansaço, em paz

e com benefício

“O mal, por si, se destrói” —
é uma frase muito antiga.
Mas está valendo ou dói
nos pés de quem faz intriga.

Sendo fortes, apagamos
fogo de lenha inimiga.
Com a força do amor, juntamos
a parte que se desliga.

Vencer a quem nós cansamos
compensa a nossa fadiga;
e em paz, ainda o livramos
de cansanção ou urtiga.

23/12/2015

Fábula do perdão e renitência

A Calma e o Vento Furioso.

Sim
A Calma falou ao Vento
furioso e furacão:
"Seja o arrependimento
muito maior que o perdão".

Porque
"O perdão é uma graça
alcançada aqui, na terra,
para que alguém desfaça
o remorso de quem erra."

Não
O Vento disse: “Eu sabia,
mas não consigo esconder:
sopro até 'o que não esfria',
para não me arrepender”.

15/12/2015

Poema de Festa e Formatura do ABC

1º Ano do Ensino Fundamental I (18 sextilhas)

1)      Toda criança parece
um retrato dos seus pais.
Eles querem que ela seja
igual a eles ou mais;
fazem o gosto dos filhos
com os carinhos paternais¹.
            ¹ Subentende-se pai e mãe.

2)      Também não será demais
esperar de uma criança
que aprenda como pesar
carne e peixe na balança,
que saiba contar seus anos
de amor, carinho e esperança.

3)      Escrita, leitura e dança
são planos familiares.
Por isso, os pais se dirigem
aos recintos escolares:
vão procurar professoras
que complementam seus lares.

4)      Desenhando céus e mares,
nossas crianças aprendem
que os anjos têm um lugar,
que as pessoas não se vendem,
que terra e água têm coisas
que os homens não compreendem.

5)      As criancinhas entendem
a fala dos professores.
Todo dia, eles ensinam
letras, números e valores,
querendo que os seus alunos
sejam futuros doutores.

6)      Hoje os infantis senhores
da Turma do ABC
são “doutores” que se formam:
gente que estuda e lê:
sabe como é que se escreve
“computador e CD”.

7)      A mãe diz: “Filho, é você
minha vida, neste Dia”.
O pai diz: “Filha, tu és
o que, na vida, eu queria”.
Os padrinhos enchem os olhos
com lágrimas de alegria.

8)      Amigos em companhia
vêm também à Formatura —,
que é solene, tem festejo,
gente de terno e ternura.
Festa do ABC tem isso,
que muita gente procura.

9)      Educação e Cultura
têm aqui Representante.
Diretora e Professoras
“são as mesmas” neste instante.
Todos que são do Colégio
têm um olhar radiante.

10)  Este Clube está brilhante;
as pessoas, sorridentes.
As mesas estão mais cheias
de famílias mais contentes;
muitas delas vão ganhar
joia, lembrança e presentes.

11)  Lembrança de concludentes
é enxoval, é anel,
um discurso, uma caneta;
um canudo de papel —
algo que lembra diploma
ou festa de bacharel.

12)  Brinquedos de carrossel
hoje não têm clientela.
O palanque tem lugar
de passeio e passarela
onde os “doutores” desfilam,
usando faixa e lapela.

13)  Não se encostam em janela.
Andam todos compassados;
sabem que, neste cenário,
eles são prestigiados;
que, desta Noite, em diante,
são pequeninos formados.

14)  Por ora, são contemplados,
segurando seus canudos.
Mas vão ser matriculados,
continuando os estudos.
Sempre serão grandes nomes
e nunca, espelhos miúdos.

15)  Farão trabalhos graúdos
para a Escola e a Sociedade.
Nasce aqui mais esperança
de luz e prosperidade.
Fica, assim, prestigiada
família e Solenidade.

16)  Vão deixar muita saudade
a todos os convidados
e exemplo a outras crianças
que também têm seus cuidados
recebidos de seus pais
cuidadosos, dedicados.

17)  Os estudos são achados
que todo mundo procura.
As escolas são as casas
e os jardins de cultura.
As professoras dão bases
para profissão futura.

18)  O Saber gera cultura,
faz ganhar lauréis e louro;
dá chance pra uma pessoa
ter uma vida de ouro;
alimenta corpo e alma,
vira um eterno tesouro.

Festa do ABC e Felicidade – 2013

Texto em prosa com intenção de crônica. Formatura do ABC Infantil da minha filha Renata — realizada no dia 8-12-2013.

Fiquei muito alegre. (Conforme Descartes, a alegria é uma paixão da alma.) Senti uma emoção indizível ou, como diria o poeta Catulo da Paixão, “eu não pudia definir o que só sabia sentir”. 


Chorei na hora do Hino. Como acabei de falar em poeta, escrevo esta quadra:

Comovido, ao escutar,
chorei na hora do Hino,
vendo menina e menino
que vibravam ao cantar.

Vi naquele clube da Festa a realização de um sonho ou, em outra perspectiva, o final de uma jornada estudantil para o começo de outra (já que o Estudo não para).

Cada mesa reunia uma família em nome de um filho, um ideal; algumas com dois ou três, visto que parecia haver trigêmeos entre os Formandos. 

Por alguns momentos, vivi o dilema de me comportar com educação: por um lado, “não se deve olhar detidamente para uma pessoa”; por outro lado, querendo (eu) observar o rosto irradiante de alguém. Naturalmente, olhei de relance. Como aquela alegria contagiava, passei a ser “ligeiramente mal-educado”...

Mas a minha concentração, os olhos e o coração — talvez os meus cinco sentidos — estavam mesmo naquela Turma de Concludentes.

Cada gesto e cada imobilidade encerravam-se em torno de um semblante sorridente. Há tempos, eu não via o gesto de sorrir, ou melhor, a liberdade do sorriso, tão exercitado.

Sorrindo e livres, as crianças andavam como se voassem — notadamente ao descer a escada. Eu suponho: quanto mais o corpo descia, mais o espírito subia. Com a sua leveza, as meninas pareciam borboletas e os meninos, passarinhos. Não precisa falar em estrelas, porque todos brilhavam.

Na certa, sentiam a sensação feliz e inconsciente de voar. (Quem sabe se alguns não pensam em ingressar na Força Aérea?). 

Para mim, eram como se tivessem aprendido a ser felizes, enquanto aprenderam a ler! 

Em mais um dos momentos solenes — quando um Aluno fazia sua participação perante o público —, ele disse (salvo engano) que, de uma pesquisa feita aos Doutores Infantis, eles, resultou que todos os seus colegas tinham o objetivo de serem felizes. As palmas foram efusivas. Possivelmente, ele contava que o Saber, junto com os pais, gera também felicidade.

Transparecia ademais uma certeza: era que “eles e elas” sabiam se comportar com obediência (para não dizer com disciplina): em grupo, ou isoladamente; parados ou em movimento; em silêncio, ou em discurso, ou em cantiga. 

A disciplina — cabe dizer, uma pilastra do militarismo, é a ordem com obediência; contém um aspecto (acho que seja psicológico), pois lembra a frase “Quem não sabe obedecer também não sabe mandar”.

Imagino como ficava o coração de cada criança daquelas: devia pulsar com vibrações, misturando suspense e contentamento. A cada nome citado, uma ansiedade era substituída por satisfação. Devia ser mesmo uma encarnação da Felicidade.

Misturando sentimentos comovidos com ideias conscientes, termino aqui, salientando que a minha Filha refletia nos olhos a esperança que eu trago no peito (lugar do “brevê”) — isto é, brilhava o sonho de ser militar. Ela já se sente assim, principalmente depois que recebeu a carteira de estudante. Suponho que ela já se acha “militar de carteirinha estudantil”.

Subtemas em aberto:
Aquela era a formatura que eu queria...
Acredito que todo pai deseja ver um filho assim...
Lindos cantos, belos dizeres...
Agradeço aos professores, diretores, coordenadores e comandos...
O discurso emocionado e espontâneo do Diretor-geral...
A participação das Coordenadoras, na linha de frente... 
E outros pontos ou passagens...