livro guia de trabalho do revisor de texto valdir

Livro REVISÃO DE TEXTO: correção ortográfica, revisão redacional e metodológica, e copidesque ou copidescagem > Clicar Aqui. É o livro-guia de trabalho do Revisor de Texto Valdir Loureiro: conceitual e metódico, serve para nortear os procedimentos que disponibilizamos na função de revisor textual e de copidesque, podendo virar um atrativo autêntico dessa oferta, um cartão de visita “sui generis" (como poucos) para divulgar essa atuação.

05/12/2018

Livro REVISÃO DE TEXTO

correção ortográfica, revisão redacional e metodológica científica, e copidesque ou copidescagem.
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(frente da capa do livro)
  VALDIR LOUREIRO  


  REVISÃO DE TEXTO:
Ortografia, redação, 
metodologia e copidesque  



 SEM EDITORA, OBRA INÉDITA 


Fortaleza  2018 
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(lombada vista com o livro deitado) 
  REVISÃO DE TEXTO     VALDIR LOUREIRO  
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(1ª orelha)
IMAGEM POÉTICA DO AUTOR 
COMO ESCRITOR E REVISOR
     a) Vocacionado 
Era para eu ter nascido,
escrevendo e revisando,
com o papai ali, olhando
“quem já nasceu aprendido
ou quem já se gerou lido”.
(Não foi assim que eu nasci...)
Porém, depois que cresci,
virei um leitor didático
e entrei no mundo gramático,
de onde nunca mais saí.
     b) Revisor de texto
Vou me reapresentar
como simples revisor
que se afina com o rigor
do termo vocabular.
"Revisar é lapidar...";
tem muito a ver com emenda,
correção e corrigenda,
esforço no anonimato.
Eu me sinto muito grato
sem medalha e sem comenda.
     c) Corrigindo livro 
Escritor, eu te imito
“como Bilac, ao ourives”
nesse estado em que vives
sempre unido ao teu escrito.
Chegas a ficar aflito — 
enquanto estou corrigindo
teu livro, que está "saindo"
com base, fontes, doutrinas
sobre o tema que dominas
e ainda estás concluindo...
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(2ª orelha)
CONTINUAÇÃO DA IMAGEM 
POÉTICA DO AUTOR
     a) Personificação do papel
Pode ser papel-rascunho,
ser impresso ou digitado;
seja datilografado
ou feito de próprio punho...
do seu autor, traz o cunho
de vida alegre ou plangente:
é leito, foz ou nascente
do saber de homem perito. 
Em todo papel escrito,
vejo um pedaço de gente.
     b) Conclusivo na redação
Quando eu faço a redação,
penso em um grande momento
como o terceiro elemento,
que é a sua conclusão.
Deixo nela a impressão
de um pensamento certeiro.
Depois que dou por inteiro
seu tema desenvolvido,
eu sou mais bem-sucedido
pelo fecho do roteiro.
     c) Estilo e assunto
Aprendi a escrever
de um jeito que acho bonito
e a cada dia, exercito
o que estou a conceber.
Antes procuro escolher
um assunto que eu domine
ou, se não, que alguém me ensine;
dou forma com um novo estilo;
toco, retoco e burilo,
para que, abaixo, eu assine. 
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("falsa folha" de rosto: apenas obra e autor)
VALDIR LOUREIRO


  REVISÃO DE TEXTO: 

 Ortografia, redação, 
metodologia e copidesque  



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(folha de rosto: repete os elementos da capa)
  VALDIR LOUREIRO  


  REVISÃO DE TEXTO:
Ortografia, redação, 
metodologia e copidesque  

SEM EDITORA, OBRA INÉDITA

Fortaleza  2018
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(página catalográfica: catalogação bibliográfica)
Para citar, copiar um trecho deste livro em outra obra, eis a forma indicada ao referenciá-lo: 
a) junto à citação, usando a forma "autor e data" entre parênteses: (SOUSA, 2018, anotar aqui o título da seção ou da subseção de onde copiou o trecho)
b) nas Referências Bibliográficas
SOUSA, Valdir Loureiro de. Revisão de texto: ortografia, redação, metodologia e copidesque. Fortaleza/CE: sem editora, obra inédita, 2018. 85p. Blog revisor valdir. Acesso em __/__/____.
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(nas costas da capa)
SONHO MEU JUNTO AOS POETAS E ESCRITORES
     1º) Imitando "famosos ou notáveis"
Lendo a obra dos vates e escritores,
quem não sonha com seus dons geniais,
com poéticas existenciais
ou romances de glórias e de amores?
Quem não quer imitar os pensadores
da Ciência e da Filosofia?
o artista com a sua mestria
e o carisma de um monge no mosteiro?
Vou em busca de estilo pioneiro
que eu imite na prosa e na poesia.
      2º) Camões, O Poeta das Antíteses
Quando eu leio as estrofes de Camões,
um dos grandes poetas portugueses,
sinto a sua influência e, às vezes,
quero usar os seus verbos e orações:
utilizo, fazendo adaptações,
tudo quanto a Criatividade abarca.
Se é verdade que ele imitou Petrarca,
compreende porque eu também imito 
alguns versos que estão no seu escrito —,
procurando "criar a minha marca".
      3º) Camões: erudito, popular e perfeito
Foi Camões o poeta erudito
do seu tempo, que era o Renascimento;
inspirou-se em canções desse Momento
e em trovas populares (qual foi dito).
Escreveu muito poema bonito
que lembrava os cantos medievais;
"perfeição geométrica" e muito mais,
tudo escrito e ficando em lugar certo.
Eu queria ser isso, bem de perto,
mesmo em sonho ou alguns passos reais.
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 DEDICATÓRIA  

De maneira incompleta, por esquecer alguém ou com receio de melindrar, dirijo-me logo às pessoas que contribuíram para o sucesso e a felicidade da minha existência

Embora seja este um livro com feição técnica, sem inspiração afetiva ou fraternal, consagro o mesmo a pessoas da família e, em seguida, reverencio os autores para quem trabalhei. Assim o dedico: 

Ao meu pai (in memoriam), à minha mãe e aos meus filhos, por cuja salvação eterna eu daria a minha própria vida. 

Aos meus irmãos, "bravos cirineus" que me ajudam a carregar a "cruz da existência" em favor de nós e pelos nossos pais e filhos também, e com quem divido as horas alegres ou felizes em família ou em sociedade. 

Aos meus amados filhos que, nessa condição, ajudam-me a sentir-me como pai infinitamente feliz, enquanto estudam e trabalham para enfrentar o mundo e alcançar uma vida saudável, próspera e ditosa. 

Aos escritores e acadêmicos, autores, que me confiaram suas obras para receber o meu visto com os "olhos de argos" da revisão textual que sempre tentei fazer. 
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AGRADECIMENTOS

Em linhas parciais e omitindo alguma fineza, por esquecimento ou para não envolver alguém indevidamente nas minhas atividades, agora me reporto a quem muito colaborou para a criação e publicação desta obra. Assim agradeço:

a Deus-Natureza e ao Universo, por terem-me dado saúde, coragem, inteligência e oportunidade ou sorte e pelas horas diurnas e noturnas, calmas e efervescentes, que tive para pensar e escrever. 

a todos os autores da gramática normativa, da metodologia científica e da arte revisora de cujas obras extraí antecedentes teóricos e práticos para chegar à conclusão deste livro.  

Quero ainda encher de gratidão o peito de quem me deu muitas opiniões ou fez interferência proveitosa, na hora de eu escolher a palavra adequada ou a ideia mais expressiva ou elegante ou parecida com a minha ideologia humanista, mais humanista do que ideológica. 

Sou grato à Internet e aos seus Organizadores, porque fazem "o papel de uma editora", viabilizando a publicação dos meus conteúdos inéditos pelos meios materiais e virtuais de longo alcance, de rapidez e expansão ou visibilidade mundial. 
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(epígrafes)
A favor do tema: 
[Lapidar a escrita] (título nosso)  
"É necessário corrigir e reescrever a mesma página várias vezes, lapidando-a como uma pedra preciosa." 
Rogério Andrade Barbosa, O casaco negro, 2003, pág. 27. 

Contra o tema:

“A emenda saiu pior do que o soneto.” 
Ditado popular alusivo a Bocage e ao aspirante a escritor.  
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APRESENTAÇÃO 
      1)  Postagem e "cartão de visita"
      2) Paralelo com uma monografia
      3)  Marketing pessoal deste revisor 
      4) Autocertificação de capacidade técnica 
      5)  Serviço projetado em três vertentes 
      6)  Tipos de texto a serem trabalhados 

1) Postagem, livro e "cartão de visita" 

Este post contém um livro, falando sobre a concepção tripartite do serviço de revisão textual que nos propomos oferecer para o público-alvo indicado (podendo esse fazer parte, ou não, do público leitor em geral). 


Este livro é o "guia de trabalho do revisor de texto valdir loureiro": é conceitual e metódico; a princípio, serve para nortear os procedimentos que oferecemos ou disponibilizamos na função de revisor de texto e de copidesque, podendo "virar um atrativo autêntico" dessa oferta, um "cartão de visita sui generis" (como poucos) para divulgar essa atuação. Mas também reúne outras finalidades conforme consta no seu Resumo


2) Paralelo com uma monografia


Um trabalho de conclusão de curso (tcc), monografia, dissertação e tese passam pelas seguintes etapas: primeira é a motivação psicológica que o aluno sente para fazer (não é só a obrigação de colar grau); segunda, o projeto de pesquisa do tema escolhido; terceira, a pesquisa realizada conforme o projeto; e quarta, a apresentação da pesquisa em um texto novo para ser submetido à banca examinadora; é esse texto que se chama de tcc, monografia, etc. e que futuramente pode ser transformado em livro publicado ou não.

Eis o paralelo com esta obra, como se a mesma fosse uma monografia do curso de um aluno acadêmico. Seguimos todas essa etapas de modo parecido e paralelo, fora da Universidade Acadêmica.

No decurso da nossa atividade como revisor de texto, sentimos a necessidade de achar uma nova ordem ou um novo modelo para exercer o serviço (não era somente o compromisso de exercê-lo). Então elaboramos um esboço da pesquisa com os seus elementos de metodologia científica; em seguida, pesquisamos o modelo idealizado, conforme o esboço; e depois colocamos a pesquisa resultante em um texto dissertativo explicativo novo, semelhante a uma monografia que, mais tarde, transformamos neste livro, agora matéria desta postagem.

3) Autocertificação de capacidade técnica

Em sentido extraoficial, este livro é também para servir como "autocertificado da nossa pretensa capacidade técnica" perante o público a ser usuário do serviço que lhe oferecemos  de modo semelhante ao atestado de capacidade técnica exigido de um profissional pela administração de governo em processo licitatório; segundo aquele documento, o serviço ou material foi entregue com bom desempenho operacional, nada constando que desabone seu prestador ou executor, etc.  

4)  Marketing pessoal deste revisor 

Escrevemos este livro para dizer a todo mundo que fazemos revisão de texto. Mas, porque o escrevemos? Foi porque "vivíamos inquieto" com as formas limitadas que há de se fazer divulgação, obedecendo a  algumas orientações de marketing; queríamos um espaço maior e mais descritivo, onde coubessem detalhes enriquecedores e circunstâncias abundantes da nossa atividade. 

Conforme seja o grau de revisão  do fácil para o difícil ou do mais operacional (correção) para o mais técnico (revisão) e o mais conceitual (copidesque ou copidescagem) —, somos chamado respectivamente de corretor, revisor e copidesque; alguém acrescenta a locução "de texto, de livro, de poema" (no singular ou no plural). 


Pelo capricho redacional de quase tudo quanto escrevemos e diante do rigor "metodológico científico" desta obra, além do estilo metódico na sua forma, e ainda pelo código de atitudes respeitosas como nos dirigimos ao público-alvo deste nosso trabalho, "passamos na tangente" do marketing pessoal e somos nós, em pessoa, o 
  revisor de texto valdir loureiro, 
consolidando, quem sabe, de forma inusitada o que chamamos de trilogia da revisão textual: correção, revisão e copidesque (crc); dissemos "inusitada" porque não encontramos outra organização de serviço como esta, nas fontes pertinentes e consultadas por nós. Mas não queremos que seja isso uma falácia; afinal pode existir trabalho superior ao nosso. 

A propósito, convém aqui dizermos que, "muito antes de fazer revisão textual em verso e prosa, escrevemos numerosos poemas e textos em prosa com o rigor original do nosso estilo — embora como escritor amador (no sentido amplo), e não profissional (no sentido estrito)". A maneira de redigir cada post (não é poster de foto nem de cartaz impresso, que se pronuncia "pôster" aportuguesado), cada texto neste blog deve ser uma evidência desta prática: seletiva e metódica, poética e raciocinada, polida e revisada; esta postagem é um exemplo. Se não for assim, não nos apraz o ato de escrever. 

Ser escritor e revisar texto: essa é uma pequena trajetória que nos conforta bastante e vem tranquilizando os autores para quem temos colaborado — a ponto de voltarem ao nosso recanto poético, literário e revisório, entabulando, assim, uma relação a distância ou convívio presencial em larga escala, com harmonia e duração. 

5)  Serviço projetado em três vertentes 

Eis a revisão textual que adota um modelo composto por três fases continuadas e progressivas da arte de revisar texto: 
a) correção gramatical ortográfica ou morfológica das palavras e locuções; 
b) revisão gramatical e redacional e revisão da redação científica ou da metodologia científica; e 
c) copidesque ou copidescagem, uma conferência original que faz a reescrita da obra, reorganiza os capítulos e aperfeiçoa a mesma na fase de acabamento. 

Essa adaptação nossa dispõe sobre a "metodologia do trabalho revisório" que fazemos: corrigido, revisado e copidescado, e não a metodologia do trabalho científico nem do conhecimento gramatical, apesar de seguir numerosos procedimentos desses dois ramos e de seus autores. 


Como projeto de serviço, contém a revisão que pretendemos executar, ou seja, os seguintes apontamentos, além de outros: diz "o que é" o trabalho, "o que" faz e "porque" fazer, "para que" ser feito, "para quem" se destina, "quando" é feito e "quem" o faz. Não diz "como" o fazer e, por isso, não é precisamente um livro técnico; não chega a ser manual porque "não diz como fazer" os procedimentos nem traz formulários, etc.; é um guia de serviço, mostrando linhas de ação e diretrizes para seguir. 

Compõe o que vamos chamar de trilogia das revisões de texto: correção, revisão e copidesque (crc); a mesma tem dinâmica integrada aplicável à "mão de obra" revisora a ser oferecida (para o público específico), segundo a Gramática Normativa e a Redação Científica, por exemplo, no escritório ou em domicílio. 

Cabe salientar que a Correção Ortográfica, a Revisão Redacional com a Metodológica, e ainda o Copidesque ou a Copidescagem tanto podem ser as três aplicadas consecutivamente ao texto como não: o autor pode querer apenas um tipo desses. Por outro lado, são estágios progressivos de modo que podemos até começar e parar na Correção. Mas, fazendo a Revisão, temos de fazer também a Correção; e se chegar ao Copidesque ou à Copidescagem, devemos conferir as duas partes anteriores. De qualquer modo, é lamentável fazer uma e deixar outra. 

6)  Tipos de texto a serem trabalhados

Livro, poema, periódicos (jornal, revista, etc.) blog, site e outras formas de publicação. 
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): 
Monografia de Graduação 
em Bacharelado e Licenciatura. 
TCC de Pós-graduação:
Monografia de especialização, 
Dissertação de mestrado, 
Tese de doutorado, 
Master Business Administration (MBA). 
Cursos: 
Direito, Saúde, Educação, Política, Religião, Engenharia, Matemática, Sociologia, Filosofia, Psicopedagogia e outro. 
Livreto, poemeto, artigo científico, ensaio, discurso acadêmico, relatório de estágio, etc. 
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 RESUMO 

tema da pesquisa que foi transformada neste livro é um "modelo de trabalho para fazer revisão textual". A missão desta obra é participar da arte de escrever bem, revisando texto. Seu maior objetivo é divulgar a oferta do serviço de revisão (para o público-alvo) a fim de conseguir mais gente interessada no ofício mencionado. Para viabilizar esse objetivo geral, foram traçados estes quatro objetivos específicos: a) articular uma nova mentalidade que venha consolidar a prestação do serviço; b) evidenciar semelhança, diferença, paralelo e evolução entre as fases tradicionais da revisão textual (Correção Ortográfica, Revisão Redacional e Metodológica, e Copidesque ou Copidescagem); c) demonstrar a capacidade deste autor para escrever e revisar texto de modo compatível com o trabalho que disponibiliza como revisor; d) contribuir com novas ideias para a arte da revisão textual. A evidência para estabelecer essa “nova ordem de trabalho” foi a concepção de uma sequência progressiva que funciona em três vertentes integradas — possivelmente uma "trilogia de revisões": correção, revisão e copidesque. O método empregado na pesquisa para mostrar essa evidência foi no vagar do tempo, com as obras revisadas por este autor (revisor) e o seu contato com os escritores respectivos — enquanto ele ia percebendo e fazendo anotações por fora, escrevendo "um imenso capítulo à parte", que se tornaria este livro; tudo isso foi montado com fundamento nas obras de revisores literatos, da gramática normativa e da metodologia científica: os metodologistas mais consultados foram Joaquim Severino, Lakatos e Marconi. Não teve referência teórica da qual derivasse, mas a locução "trilogia tradicional e sistêmica", embora genérica, é expressiva o bastante para dizer que se trata basicamente de três elementos consagrados por uma arte; como trilogia, formam um conjunto unido e pertinente, um composto por justaposição e aglutinação, que pode ser usado em bloco, ou em parte: os dois ou apenas um, embora o ideal é que sejam os três integrados, como se formassem um sistema. Delimitando essa noção para o tema da pesquisa, a pretensa novidade aqui vai ser o lançamento de um modelo do serviço revisório de texto com base em uma "trilogia de revisões tradicionais" — Correção Ortográfica, Revisão de Texto Redacional e Metodológica, mais Copidesque ou Copidescagem , acrescentando o controle da máxima qualidade por meio de uma quarta revisão e sondando o grau de satisfação do escritor usuário desse trabalho. A previsão de resultados é conseguir aqueles objetivos que estão ao alcance deste revisor: deduzir e adaptar conceitos, conceber e articular ideias, traçar linhas de ação e diretrizes de trabalho, desenvolver conteúdo metódico, explicar pontos de vista, evidenciar os fatos e feitos revisórios; o mais, que vai depender de tempo, circunstância e outras pessoas, não passa da promissora expectativa de encontrar interessados no serviço ofertado e contribuir para a arte da revisão. O modelo de trabalho foi elaborado, resultando neste "guia de orientação conceitual e metódica da revisão de texto". Desta obra, eis o resumo com os seus elementos de metodologia científica.

Descritores ou locuções-chave: 

trilogia e modelo de trabalho da revisão textual, revisão de texto crc (correção, revisão e copidesque ou copidescagem)revisão redacional sintática e semântica, revisão da metodologia científica, revisão em poema e prosa, em livro e monografia, ensaio e artigo. 
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ÍNDICE TEMÁTICO DO CONTEÚDO 

PALAVRAS INTRODUTÓRIAS
1ª PARTE- EM PROSA (capítulos 1, 2, 3, 4): 
CONCEPÇÃO, RESUMO E DETALHAMENTO DO SERVIÇO DE REVISÃO
1 CONCEPÇÃO TRÍPLICE DA REVISÃO DE TEXTO
Conceitos deduzidos e interligados
1.1 Trilha da arte revisora 
1.2 Trilogia da revisão de texto: Correção, Revisão e Copidesque (CRC) 
      1.2.1 Um "estalo de vieira" e a nossa concepção 
1.3 Correção gramatical Ortográfica: nível simples e básico 
1.4 Revisão gramatical Redacional e metodológica Científica: nível composto e intermediário 
1.5 Copidesque ou Copidescagem da peça textual a ser reescrita: nível complexo e avançado 
2 RESUMO DO SERVIÇO OFERTADO
2.1 Correção Ortográfica
2.2 Revisão Redacional e Metodológica
2.3 Copidesque ou Copidescagem da obra 
2.4 Conteúdo e objetivo deste post ou postagem
2.5 Missão, objetivos, slogan, público-alvo, mentalidade, entusiasmo
2.6 Público-alvo ou específico
3 DETALHAMENTO DO SERVIÇO OFERTADO
Preliminar 
3.1 Correção gramatical Ortográfica a ser feita no texto
3.2 Revisão gramatical e metodológica a proceder no texto 
      3.2.1 Revisão gramatical Redacional
      3.2.2 Revisão metodológica Científica
3.3 Copidesque ou Copidescagem do texto como peça e conjunto da obra a ser reescrita
3.4 Ressalva ética
3.5 Controle da máxima qualidade
3.5.1 Quarta revisão
3.5.2 Grau de satisfação do autor
3.6 Sobre os autores e obras revisadas 
Considerações parciais 
FRASES DA ARTE DE REVISÃO 
2ª PARTE- EM VERSO (capítulos 5, 6, 7, 8):
ARTE DA REVISÃO, NOSSA EXPECTATIVA E DIA DO REVISOR
Atenção! A partir do capítulo 5 ao 12 (abaixo), o conteúdo está escrito em verso. 
5 ARTE DE REVISAR TEXTO
Antecedente cartesiano
5.1 Sinais de revisão 
5.2 Participação do revisor
5.2.1 Sobre o tema e o autor
5.2.2 Com os autores: perfil e sondagem
5.2.3 Sobre os textos: organização dinâmica
5.3 Esforço na correção
5.3.1 Revisor, caixa de sugestões
5.3.2 Mote do revisor: O revisor que puder/ passe além da revisão.
Referências deste capítulo 
   a) Autores 
   b) Internet 
6 CARTA DE REVISOR PARA ESCRITOR
Duas Artes ou dois Amigos.
Pronome de tratamento: Você.
6.1 Saudações e conjecturas
6.2 Dilema de escritor
6.3 Dilema de revisor
6.4 Dois espíritos inquietos
6.5 Quando será o final
7 EXPECTATIVA DE ATIVIDADE REVISORA
8 DIA DO REVISOR: 28 de Março
8.1 Quadras
8.2 Vocação e sonho
      8.2.1 Vocação
      8.2.2 Sonho da Arte
    8.3 Estilo de revisão
3ª PARTE-EM VERSO (capítulos 9, 10, 11, 12):
CONTRIBUIÇÃO, PORTFÓLIO, ALUSÃO E OBJETIVIDADE
9 CONTRIBUIÇÃO PARA OS LEITORES
Exercício de prosificação:
do texto em verso para redação
10 PORTFÓLIO DO REVISOR DE TEXTO VALDIR LOUREIRO
10.1 Revisões, participações e escritos
10.2 Principais livros revisados
10.3 Principais trabalhos acadêmicos revisados
10.4 Outros textos corrigidos
10.5 Participação literária
10.6 Obras escritas e não publicadas
10.6.1 Em verso
10.6.2 Em prosa e verso, um livro técnico
11 ALUDINDO À CORREÇÃO E REVISÃO
12 OBJETIVIDADE REVISORA 
12.1 Compromisso com a obra 
12.2 Interferência no texto 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
POSFÁCIO
APÊNDICE 1- VISÃO CENTRAL DESTA OBRA
1 Guia, finalidade, novidade e linhas de ação
2 Trilogia da revisão textual
3 Termos e adequados e sua clareza
3.1 Correção: o que faz, regulamento e fontes de consulta – nível básico
3.2 Revisão: a redação gramatical e a redação científica  nível médio e composto
3.2.1 Da redação gramatical: o que faz e regulamento com suas fontes
3.2.2 Da redação científica: o que faz e regulação com suas fontes
3.3 Copidesque ou Copidescagem: o que faz, ordenamento e fontes de consulta  nível avançado ou super-revisão
APÊNDICE 2- Descritores com palavras-chave da revisão de texto que nós fazemos

Nota: 
A diferença entre Sumário e Índice é que este não tem o número das páginas e aquele tem essa numeração.
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PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

Será que ainda existe alguma adaptação nova para nortear a montagem de uma revisão textual , considerando que essa atividade já é tão bem desenvolvida pelos profissionais do ramo com fundamento nos postulados clássicos da arte de revisar texto?! 

Essa questão, que se levantou na pesquisa transportada para este livro, não precisou de investigação acadêmica, porque foi apenas a “necessidade de achar uma nova forma de organização do serviço de revisão textual” para nós colocarmos à disposição do público interessado nesse ofício. 


Dessa necessidade, veio o seu tema, que é um "modelo de trabalho revisório" (não de trabalho científico nem gramatical), embora, como já dissemos, faça muito uso desses dois ramos de conhecimento com seus autores. Trata-se de uma pesquisa descritiva com dissertação "explicativa", porque não tem hipótese a comprovar, e sim, evidência para ser mostrada. E como tal, vamos dotá-la de Palavras Introdutórias (em vez da Introdução), e Considerações Finais (no lugar da Conclusão)


Comumente se imagina que é feita uma revisão para depois fazer uma correção do erro encontrado. Mas, na nossa perspectiva como revisor de texto, existe diferença entre a correção ortográfica (tem nível simples ou básico, embora seja fundamental) e a revisão textual (subindo ao nível composto e intermediário, já avançado), e mais acima, o copidesque ou a copidescagem (de nível complexo e superavançado, ou seja, uma super-revisão do texto). 


Essas características já são percebidas na teoria gramaticista, metodologista e revisora; vão agora ser evidenciadas com enfoque um tanto ou quanto inovador nesta obra de muita simplicidade na forma e consistência no conteúdo: uma peça conceitual e metódica, mas literária e poética ao mesmo tempo (escrita em prosa e verso)


Não é só por isso, mas também é porque pretendemos colaborar de alguma forma para a bibliografia ou literatura da revisão de texto, que abordamos uma trilogia da revisão textual correspondente a esta sequência progressiva: a Correção Ortográfica, a Revisão de Texto e o Copidesque (sinônimo de Copidescagem), que já são subentendidas como três linhas clássicas da arte de revisar texto. 


O quarto motivo-objetivo, modéstia à parte, é uma intenção de mostrar que somos capaz de escrever na forma condizente com o trabalho que nos propomos fazer: corrigido, revisado e copidescado, seja no texto em poema, seja em prosa

Esta obra contém 3 partes e 12 capítulos com variadas seções e subseções. A 1ª parte (com 4 capítulos) escrita em prosa, é a sua vertente mais teórica: traz a concepção delimitada do tema, o resumo do serviço prestado e o detalhamento da nossa mentalidade revisora. A 2ª e 3ª partes (cada uma também com 4 capítulos) escritos em verso, reúnem o lado mais prático, fazendo passagem circunstanciada com base nos fatos da nossa atividade revisória; a 2ª parte ilustra a arte da revisão junto à nossa expectativa de exercê-la; e comemora, por assim dizer, o Dia do Revisor; e a  3ª parte faz uma contribuição para o público leitor, que é uma prosificação (transformando estrofe em redação), apresenta o nosso portfólio de revisor, como também alude à revisão textual e mostra sua (nossa) objetividade, assumindo compromisso com o texto e fazendo interferência no mesmo.  


Existem paralelos na tarefa revisória: por um lado, semelhanças e, por outro, diferenças são apontadas nesta obra. Eis algumas.


Correção ortográfica e Revisão textual atuam no nível da Gramática Normativa e da Norma Culta. Mas a Correção está na forma ou estrutura das palavras — enquanto a Revisão, na forma de redigir o texto e sua formatação na página do computador e do papel, isso com base na técnica de redação (Português Instrumental), na Metodologia Científica (também chamada Redação Científica) e nas Normas Técnicas correspondentes.

Sendo na fase da Correção Ortográfica, examinamos as palavras e locuções; entrando na Revisão Textual, penetramos o olhar nos períodos, orações e nos elementos metodológicos; chegando ao Copidesque ou à Copidescagem, passamos a obra toda em revista, incluindo o aspecto conceitual e original. Mas, em cada estágio, mantemos a noção de conjunto da peça literária, universitária, acadêmica, poética, técnica, científica

Tanto a Correção como a Revisão interferem apenas na forma de escrever o texto — uma, na estrutura das palavras e a outra, na técnica de redigir e na formatação do texto na página digital (virtual) e do papel onde se escreve; não mexem no conteúdo, isto é, nas ideias do escritor nem nos seus conceitos, nem na argumentação. 

De modo parecido com o prefaciante, o Copidesque faz uma troca de ideias produtivas com o autor; evidentemente precisa conhecer a matéria em revisão (ou "morar no assunto"), buscar senso crítico, desenvolver o sentido estético, ter certa cultura geral, a fim de apresentar sugestão. 

Na sequência tríplice que imaginamos, a relação sistêmica aparece mais visível, aberta e dinâmica na fase da Revisão e da Copidescagem do que na fase da Correção. O dito conjunto corresponde a três estágios de atividade revisora interativa e progressiva: nível simples e básico, nível composto e intermediário, nível complexo e superavançado; podem ser chamados três etapas da revisão de texto. 
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(folha capitular)
1ª PARTE- EM PROSA (capítulos 1, 2, 3, 4): 
CONCEPÇÃO, RESUMO E DETALHAMENTO DO SERVIÇO DE REVISÃO 
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1 CONCEPÇÃO TRÍPLICE DA REVISÃO DE TEXTO
Trilha da arte revisora 
1.1 Conceitos deduzidos e interligados
1.2 Trilogia da revisão de texto: Correção, Revisão e Copidesque (CRC)  
      1.2.1 Um "estalo de vieira" e a nossa concepção revisória 
1.3 Correção gramatical Ortográfica: nível simples e básico 
1.4 Revisão gramatical da Redação e revisão da Metodologia Científica: nível composto e intermediário 
1.5 Copidesque ou Copidescagem da peça textual a ser reescrita: nível complexo e avançado 

Trilha da arte revisora 

Revisar texto é uma arte que não requer genialidade, porém exige técnica muito apurada, por sua vez, composta de métodos com procedimentos minuciosos, sob o olhar de um argos em laboratório ou oficina: microscópico, esmiuçado, meticuloso; e no encerramento, a mão de um ourives, dando polimento na joia preciosa, que é a peça literária corrigida, revisada e copidescada. 

O texto em verso é um poema; nesse caso, é preciso obedecer à Métrica, Versificação e aos demais requisitos da Poesia e da Arte Poética. O texto em prosa é o "texto" comumente assim chamado; mas também existe muito a “prosa poética”. 

Mas, então, qual é "o nosso papel"? É fazer interferência leve, intervenção média, além de sugestão participativa forte, no texto. 


Fluência musical da trilogia "correção, revisão e copidesque (crc)": parodiando o samba Renascer das Cinzas de Martinho da Vila, digamos que "fazer revisão/ nos livros e textos/ é o nosso papel,/ mostrando ao leitor/ que o bom escritor/ merece um laurel". 

1.1 Conceitos deduzidos e interligados

1º) Trilogia — "é o conjunto de três trabalhos artísticos, geralmente em literatura ou cinema, que estão conectados, mas que podem ser vistos tanto como trabalho único quanto como obras individuais; o termo também pode ser empregado em produções científicas" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Trilogia). 


Nesta concepção revisória, nós o adotamos com muita pertinência para a revisão de texto que fazemos, porque são três as fases percorridas e podem ser feitas junta ou separadamente; vista com flexibilidade, parece até uma referência teórica, um precedente teórico para vir a ser "trilogia da revisão de texto". 

2º) Revisão de Texto  "define-se como as interferências no texto, visando a sua melhoria; essas mudanças podem atingir palavras, frases ou parágrafos e ocorrem por cortes, inclusões, inversões ou deslocamentos. A pessoa encarregada dessa tarefa é revisor de textos cujo papel é verificar, com o editor da matéria, o orientador, coautores, se há erros de ortografia, se a matéria está corretamente direcionada aos fatos citados, entre outros..." (https://pt.wikipedia.org/wiki/Revis%C3%A3o_de_texto). 


Nesta obra (como no serviço que ofertamos), fazemos a correção ortográfica, a revisão redacional e metodológica mais o copidesque ou a copidescagem (que é uma revisão superavançada), formando assim os três tipos de revisão adiante.


A) Correção ortográfica  corrige verbetes ou vocábulos ou palavras, locuções nominais, verbais, adverbais e as outras, incluindo sua acentuação, tudo pela Norma Culta (gramática normativa, nova ortografia 2016 e dicionário), no texto; é o tipo de revisão elementar e "mais comum ou conhecido"; quer a linguagem correta; possui vínculo com a expressão corretor ortográfico; é simples e básica, mas, fundamental. 

B) Revisão de texto da redação e da metodologia científica  revisa a redação (inclusive "pontuação", que muda o sentido da frase) também pela Norma Culta mais a técnica de escrever; e verifica os elementos da Metodologia Científica (tais como resumo, referências bibliográficas, formatação do texto na página digital e do papel), seguindo as Normas Técnicas ou similares; consideramos que esta é a "revisão de texto" propriamente dita e muito composta; busca a linguagem adequada; está genuinamente ligada à expressão revisor de texto; é intermediária, composta e avançada. 

C) Copidesque (sinônimo de Copidescagem) — é a revisão sistemática e retroativa, que tanto organiza e reescreve capítulos do texto original como faz adaptação na obra em fase de acabamento para ser publicada, obedecendo à regra específica de cada ajustamento: autoral, editorial, revisório, gráfico, publicitário, estético, metodológico, científico e mais algum; é a chamada "revisão original", que segue a linha de reescrita da obra; emprega o termo copidesque; é complexa e superavançada: uma super-revisão do texto.  


3º) Trilogia da revisão de texto  é composta pelas três linhas clássicas da arte de revisar texto já mencionadas, que realinhamos progressivamente nesta sequência progressiva: a) Correção Ortográfica, b) Revisão Redacional e Metodológica, e c) Copidesque (sinônimo de Copidescagem), formando a sigla crc (de correção, revisão e copidesque, não é abreviatura) e mantendo cada qual a sua unidade característica de ser "corretiva, revisora e copidescada" (respectivamente); vão se entrelaçando no movimento das ações revisórias gramaticais e metodológicas, bem como da reescrita e reorganização do texto original ou em fase de acabamento. Essa foi a "suposta inovação" que pretendemos fazer a partir da pesquisa que virou esta obra. 

4º) Sistema revisor — é um conjunto de fatores ou elementos ou conceitos interligados entre si, de tal maneira que, fazendo-se alteração em um deles, implica mudança ou efeito em outro; por exemplo, uma trilogia ou trindade; um sistema pode ser fechado ou aberto: "quanto mais aberto, menos fácil de ser gerenciado e, neste nosso caso, operacionalizado": o sistema de trabalho revisório de texto que idealizamos. 

5º) Método CRC: Correção, Revisão e Copidesque  modelo revisório adaptado por nós; é um sistema aberto ou exposto, porque está sujeito a muita variável: gramatical, metodológica científica, autoral, editorial ou gráfica, mercadológica ou publicitária, estética, formal ou estilística, além de outra; é feito sob controle nosso por meio da "quarta revisão e grau de satisfação do autor usuário". 

6º) Quarta revisão — verifica tudo quanto já foi corrigido nas três revisões anteriores, fazendo de novo "n-verificações", para não deixar passar nenhuma falha; portanto, controla as revisões que já foram concluídas no texto; é a nossa "revisão das revisões". 

7º) Grau de satisfação do autor — é mensurado por nós, procurando saber o quanto a pessoa que escreveu o texto ou obra ficou satisfeita com o serviço depois de recebê-lo pronto, ou seja, corrigido, revisado e copidescado. 

8º) Controle da qualidade do serviço — controla a máxima qualidade do trabalho feito, na busca da sua otimização ou da qualidade total, por meio da "quarta revisão" e mensurando o "grau de satisfação do autor"; é a figura do revisor a caminho da perfeição.

9º) Portfólio do revisor de texto valdir loureiro — é a lista das obras com autores e editoras ou universidades e dos textos menores, escritos em verso e prosa, já revisados por nós, acrescentando a nossa participação especial em alguns livros e os objetivos alcançados durante essa ocupação laborativa. 

1.2 Trilogia da revisão de texto: Correção, Revisão e Copidesque (CRC) 

Nós, como revisor de texto e seguidor da metodologia, concebemos de revisores literatos, gramáticos normativos e metodologistas científicos (cuja bibliografia é extensa), como também, da prática exercida por nós durante alguns anos, a montagem articulada de um trabalho sistêmico da revisão textual. 

É um modelo tripartite que não traz novidade na essência, porque segue as linhas já consagradas pela arte revisora, mas atua com estilo caracterizado —, empregando um conjunto de ações e diretrizes encadeadas. 

O resultado de qualquer trabalho é importantíssimo, porém a maneira de fazê-lo também conta muito: por exemplo, é quando um professor exige que o aluno resolva determinada questão da prova por um método específico. 

1.2.1 Um "estalo de vieira" e a nossa concepção revisória 


Nesta nossa projeção, a ideia de uma trilogia de revisões foi "um estalo de vieira" que sentimos e gerou "efeito mágico", fertilizando a mente em um momento de cogitações inquietas, para depois germinar o modelo que viria a ser uma nova ordem de trabalhos na revisão de texto já em exercício por nós ao longo do tempo. 


Daquele dia em diante, não faltou mais assunto: viemos apenas organizando a pesquisa em capítulos, que agora se transformou neste livro cheio de textos acessórios, como é do nosso estilo soneteano: prolixo, porém conclusivo gradativamente (sem falar que o número "três é primitivo de muitos derivados" além de trilogia, tais como trio, tríade, triângulo, tripartite... 

Assim, convencionamos por adaptação nossa uma trilogia da revisão textual que chamamos de correção, revisão e copidesque (crc)  metódica e movimentada, analítica e operacional, deduzida e ampliada , que se desdobra na Correção gramatical ortográfica ou vocabular, na Revisão gramatical redacional e metodológica científica, e no Copidesque ou na Copidescagem do texto e da obra como todo que pode ser reescrito em parte. 

Em outras palavras, são três fases gradativas da revisão — básica, média e aperfeiçoada —, crescendo no processo revisório linear de um conteúdo escrito em verso ou em prosa: texto romântico, erudito, acadêmico, universitário, científico; ou melhor, seja obra poética, seja literária, ou livro técnico. 

1.3 Correção gramatical Ortográfica: nível simples e básico 

Tende para o ato de escrever certo. Digamos, grosso modo, que a mesma está na palavra e na linguagem "corretas", não importando se têm cacofonia, som sibilante (muita letra com som de s") ou ruidoso (muito perto), ou fricativo (muito f e v), e ainda que não sejam adequadas (por exemplo, "o certo é 'excepcional'”: não importa se quer dizer “excelente, ou deficiente”); é mais vocabular do que frasal; fica na análise morfológica das "dez classes gramaticais de palavras". 

Nesse caso, chamam-nos "corretor" e "corretor ortográfico". Daí se imagina a figura de um ser humano "autômato" ou de um "corretivo líquido no vidro"  motivo por que não nos agrada muito essa denominação, exceto se for pela fluidez da água que ensina o Homem a ser adaptável ou flexível como no ato de fazer e aceitar uma revisão de texto, e pela facilidade que um computador oferece a quem executa essa tarefa. 

1.4 Revisão gramatical da Redação e revisão da Metodologia Científica: nível composto e intermediário 

Contribui para o ato de escrever bem. Está na palavra e na linguagem "adequadas", de acordo com a verdadeira acepção de cada palavra. Já é frasal e oracional. Engloba o sentido do vocábulo que virou "termo da oração" e significado da locução que se tornou expressão ou "frase" e "oração". 

Logo, requer análise sintática e semântica. Também é acadêmica, metodológica científica, formatando o texto na página digital e do papel, seguindo a norma técnica respectiva. 

Nessa fase, chamam-nos "revisor", "revisor de texto", "revisor de livros". Implica arte ou técnica em estilo mais apurado ou refinado; fazemos por onde ser assim o nosso trabalho, e muito nos conforta esse cognome; lembra-nos que Machado de Assis, Graciliano Ramos e Ferreira Gullar são imortais escritores e "revisores". 

1.5 Copidesque ou Copidescagem da peça textual a ser publicada: nível complexo e avançado 

Colabora para o ato de escrever muito bem ou sistematicamente. Por ser muito ampliada, fica metódica (mais do que metodológica científica). Apura-se no campo conceitual e conhecedor, entra na linha ideológica dos pensamentos e na forma argumentativa, também avança no campo doutrinário, exige capacidade intelectiva e cognitiva. Precisa da interpretação para ajudar a sistematizar ou reorganizar os capítulos da obra. 

Nessa etapa, chamam-nos "copidesque". Revela significado mais raro em que prevalece uma revisão superavançada  um revisor-máster (que chega à matriz do texto e à sua forma definitiva). Nem precisa dizer que tal qualificativo já nos enche de orgulho sem vaidade; faz-nos lembrar que Luiz Fernando Veríssimo e Marina Colasanti são imortais escritores e "copidesques". 

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2 RESUMO DO SERVIÇO OFERTADO
2.1 Correção Ortográfica
2.2 Revisão Redacional e Metodológica
2.3 Copidesque ou Copidescagem da obra
2.4 Conteúdo e objetivo deste post ou postagem
2.5 Missão, objetivos, slogan, público-alvo, mentalidade, entusiasmo
2.6 Público-alvo ou específico

Ofertamos este serviço em três linhas de revisão clássica, tais como se delimitam a seguir:

2.1 Correção Ortográfica: revisão de vocábulos ou palavras e locuções nominais, das formas e locuções verbais, incluindo acentuação, segundo a "norma culta" e sua variação aceitável ou consagrada pelo uso. 

2.2 Revisão Redacional e Metodológica: revisa a redação, inclusive a pontuação com mudança de sentido, segundo a "norma culta"; e aplica a metodologia científica, também formatando o texto na página digital e do papel, seguindo a "norma técnica" respectiva. 

2.3 Copidesque ou Copidescagem da obra: revisão retroativa, aprofundada e sistemática do texto original, que o reorganiza, reescreve seus capítulos com ou sem o autor, ou lhe faz adaptação para ser publicado na editora, internet, revista, jornal e outra mídia (outro meio de comunicação).

Observação: comumente é feita a Correção Ortográfica e a Revisão Redacional e Metodológica para o texto ser submetido à banca examinadora de uma Universidade; ou ser publicado posteriormente, com o fito de entrar na prova de títulos de concurso público; ou participar de concurso literário, ou ainda para ser posto à venda; raramente, apenas para presentear a família e amigos, como é um livro de árvore genealógica. 

2.4 Conteúdo deste post ou postagem: fala sobre esta atividade feita pelo Autor do Blog. Simplificadamente consiste na correção ortográfica; na revisão textual e no copidesque ou na copidescagem de textos (por exemplo, livro, artigo e monografia). 

Ofertamos essa trilogia crc de operação revisora como serviço para o Público-alvo especificado que, de alguma forma, é especial, e em certo segmento, qualificado. 

2.5 Missão, objetivos, slogan, público-alvo, mentalidade, entusiasmo

Missão deste livro: participar da arte de escrever bem, revisando texto. 

Objetivo deste post ou postagem: divulgar e disponibilizar revisão de livros e textos em prosa e verso para outros Autores, Escritores, Redatores e Editoras. 

Objetivo do serviço: trabalhar com textos de outros autores. 

Slogan: "Podemos escrever certo". 

Mentalidade metódica: "Se é para fazer, que seja benfeito". 

Ideal entusiástico: "Em todo lugar escrito, vejo um pedaço de gente". 

2.6 Público-alvo ou específico

a) Toda pessoa que precisa de revisão no texto em verso e prosa, que seja correção ortográfica e redacional pela "norma culta"; e metodológica científica, de forma e formatação pela norma técnica.

b) Estudante que vai fazer monografia, dissertação, tese e mais trabalho acadêmico. 

c) Pessoas ligadas ao mundo da poesia, escrita, leitura, revisão, bem como ambiente universitário e escolar. 

d) Autor/escritor/redator/editora, revista, jornal, blog-site e mais interessado. 
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3 DETALHAMENTO DO SERVIÇO OFERTADO
Preliminar 
3.1 Correção gramatical Ortográfica a ser feita no texto
3.2 Revisão gramatical e metodológica a proceder no texto 
      3.2.1 Revisão gramatical Redacional
      3.2.2 Revisão metodológica Científica
3.3 Copidesque ou Copidescagem do texto como peça e conjunto da obra a ser reescrita
3.4 Ressalva ética 
3.5 Controle da máxima qualidade 
3.5.1 Quarta revisão
3.5.2 Grau de satisfação do autor 
3.6 Sobre os autores e obras revisadas
Considerações parciais

Preliminar

A trilogia CRC "ascendente" e quase natural é a seguinte: Correção ortográfica, Revisão de texto e Copidesque ou Copidescagem.

Vamos descrever agora cada fase dessas, didaticamente e procurando indicar sua evolução paulatina, tanto aqui quanto para o ato de fazer o serviço. 

Cabe dizer: a Correção é quase inseparável da Revisão redacional (ou existe uma interseção entre ambas) de tal monta que se torna lamentável deixar um texto sem uma ou sem a outra.

Correção é vocabular e ortográfica, Revisão é gramatical e metodológica, Copidesque ou Copidescagem é conceitual e ideológico(a). 

3.1 Correção gramatical Ortográfica a ser feita no texto

Interessa a Ortografia e a Morfologia das palavras. É um estágio vocabular pela Norma Culta, que inclui a Gramática Normativa, Nova Ortografia ou Acordo Ortográfico de 1º/jan./2016, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp ou VOLP) e não precisa dizer: um dicionário. 

Verificamos palavras e locuções de toda espécie: nominal, verbal, adverbial, adjetiva, conjuntiva, etc.; esses elementos estão dentro da frase, onde são vistos um pouco isolados ou fora do seu contexto.

Examinamos a acentuação da palavra e a conjugação verbal: de tudo, a "palavra correta". Somos um seguidor de normas, tão obediente como impedido de criar alguma coisa que passe além da conta ou da regra. 

Na Correção, somos apenas um "técnico" (mesmo de nível superior): portanto, corrigimos nos mínimos detalhes o que foi escrito ou redigido.

Adotamos como unidade de intervenção máxima uma frase ou algumas.

Concordamos com quem diz que a Correção ortográfica dispensa revisor de texto: bastaria um esquema de revisão automático (on line), dicionário, junto ao bom traquejo da linguagem, para resolver a questão. Mas convém o autor (redator) olhar qual é a acepção da palavra... os homônimos que essas fontes não diferenciam no texto; é bom evitar cacofonia (palavra inoportuna) e aliteração indesejada: som sibilante (muita letra com som de s") ou ruidoso (muito perto), ou fricativo (muito f e v), e outros, e ainda algum termo impróprio ou inadequado ou que mude o sentido da frase. 


3.2 Revisão gramatical e metodológica a proceder no texto 

Importa-lhe a Redação Gramatical pela Sintaxe e a Semântica, bem como a Metodologia Científica (também chamada Redação Científica). 


3.2.1 Revisão gramatical Redacional

É também conhecida como a "revisão além da Correção". Digamos que seja essa a "revisão de texto" propriamente dita e a mais procurada, notadamente para livro e monografia, ensaio e artigo. É toda oracional ou redacional, segundo a "norma culta".

É feita de acordo com a Norma Culta, com as técnicas de redação da Língua Portuguesa e com Português Instrumental. No caso de documento oficial, como regimento e relatório, segue-se a redação oficial ou comunicação administrativa, manual de correspondência ou manual de redação do Órgão correspondente —, considerando que a Gramática não é unânime em determinadas regras. 

Faz interferência que visa melhorar o texto. Vale a palavra pertinente, o termo e a linguagem apropriados ou "adequados", e não apenas corretos. Também saímos da acentuação e entramos na pontuação para não alterar o sentido da frase. 


Logo, essa "primeira meia fase" da Revisão tem amplitude gramatical, oracional, redacional, e vai também para análise sintática (nos termos e expressões da oração), pontuação, sonoridade que tira cacofonia; uso da crase obrigatória e facultativa, regência verbal e nominal, concordância, também verbal e nominal.

3.2.2 Revisão metodológica Científica

É da metodológica científica, de formatação digital, seguindo as "normas técnicas". Na Revisão, como no Copidesque (sinônimo de Copidescagem), aplicamos a Metodologia Científica, segundo Joaquim Severino, Lakatos, Marconi, outros metodologistas e consoante a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (grifo nosso), incluindo a formatação do texto na página digital e do papel. No caso da Universidade, segue-se principalmente o seu manual de monografias ou trabalhos acadêmicos — visto que a Metodologia não é pacífica em algumas regras. 


Pode atingir termo, frase, parágrafo ou trecho pequeno; fazemos isso por meio de corte, substituição, eliminação, acréscimo, inversão ou deslocamento. 


Não podemos subir a uma forte intervenção, mas já entramos em uma fase com pequeno retoque, ajuste, encaixe, adaptação, remanejamento, inclusão, exclusão, ampliação. Mexemos uma porção a mais que na fase anterior (de corrigendas). 


Adotamos como unidade de intervenção máxima um parágrafo ou alguns.


Nessa "segunda meia fase", o texto já deve receber orientação que lhe atribua melhor fluência, faça-o coerente, com encadeamento lógico, ser conclusivo com lógica de raciocínio.

3.3 Copidesque ou Copidescagem do texto como peça e conjunto da obra a ser reescrita

Esta é a chamada "revisão com a reescrita": muito avançada e retroativa; confere, organiza e reescreve o texto com ou sem o autor, a partir da sua redação original, quase embrionária, e em seguida, avança até a sua forma e formatação definitivas, ainda que a obra não seja publicada, como também pode copidescar a obra já em fase de acabamento para publicação.

Entramos no campo conceitual, procurando ser um "analista" de conhecimento geral ou cultura diversificada. Vamos muito além do plano corretivo e das linhas revisórias. 

Cabe dizer aqui, a título de ilustração, que existe o verbo "copidescar" — transitivo direto, significando "fazer o copidesque ('revisão') de" — conjugado em todas as formas (Houaiss). 


O livro e algum texto diferente podem ter um conteúdo rico em argumentos e opiniões, conceitos e ideias. Mas agora passamos a ser "um primeiro leitor mais curioso" da obra, um observador metódico do trabalho acadêmico (semelhante a orientador extraoficial da pesquisa, respeitando-lhe a proporção curricular).


Lançamos um olhar penetrante ou concentrado sobre o "conjunto da obra", a fim de ver se descobrimos parágrafo sem nexo ou contraditório. Procuramos palavras muito repetidas e aproximadas a fim de substituir algumas. 


Já dissemos que a metodologia é própria do estágio da Revisão, onde e quando fazemos bastante análise pertinente à mesma, porém não podemos mexer muito no corpo da obra. 


Quando precisamos mexer profundamente na obra, é aqui, durante o Copidesque ou Copidescagem, que tentamos achar os elementos metodológicos do Resumo da mesma: verificamos o tema, a questão, a motivação, "hipótese (no caso de redação argumentativa) e evidência (no caso de redação explicativa)", missão, objetivo geral e objetivos específicos, método usado para fazer a pesquisa ou a experiência, "referência teórica", referência bibliográfica (é diferente da referência teórica), "bibliografia" (que é diferente da referência bibliográfica), os autores mais consultados ou mais citados, resultados obtidos e os que não foram alcançados. Esboçamos uma noção panorâmica da obra, que vai desde a "introdução até a conclusão" (no caso de texto argumentativo) e "considerações finais" (em caso de texto apenas expositivo ou explicativo). 


Para o leitor menos versado nesta matéria, informamos que bibliografia é a relação de todas as obras consultadas pelo autor para fazer o seu escrito, "com ou sem algum trecho citado" no corpo do mesmo; referências bibliográficas contêm apenas a lista das obras com antecedentes e fundamentos que foram citados no corpo do novo texto escrito (podendo o trecho ter sido copiado, parafraseado ou comentado)referência teórica vem a ser o marco, modelo ou quadro teórico ou base teórica que "já existe como precedente" sobre o tema, do qual deriva o novo texto ou o redator-escritor faz uma inovação, ou no qual se inspira, a fim de elaborar sua nova obra; é uma teoria já existente, que ele aumenta, aperfeiçoa, atribuindo-lhe componentes, ou a "enriquece" com alguma contribuição "para o mundo em geral ou em particular". 


Então chegamos a sondar algumas hipóteses levantadas, descobrir a motivação do trabalho que foi escrito, a sua linha problemática e a parte sugestiva ou resolutiva apresentada, captar a missão e a mensagem transmitida, extrair da obra um paratexto (um trecho muito importante do seu texto) que a ilustra ou para a qual chama a atenção do leitor), melhorar seu título, dos capítulos e das seções, além de outros elementos. (A motivação é um forte componente da obra.) 


Examinamos argumentos, à cata de 4CClareza das ideias, Coerência dos argumentos, Concisão da prolixidade e Conclusão dos conceitos, dentre mais requisitos. Esse quarteto, por si só, incorpora muita consistência a uma peça literária, técnica, científica, redacional, acadêmica, administrativa e outra. Paramos aqui, mas ainda existe C de Coesão, Conexão, etc. 


Interpretamos o conteúdo. Ajudamos a apurar o fechamento, fazendo um balanço do que foi dito. Nessas linhas de atuação, transitamos no vaivém e no "sobe e desce" da Copidescagem, desde acessórios pré-textuais — passando pelo desenvolvimento em capítulos — até chegar aos acessórios pós-textuais. Já chegamos a reorganizar e reagrupar os capítulos, fazendo o encadeamento necessário. 


(São pré-textuais acessórios da obra que vão desde a epígrafe até o sumário; são pós-textuais aqueles que seguem depois da conclusão até o fim. Estão fora dessa conta os elementos da capa.) 

Conforme seja esse aprofundamento, passamos a ser um colaborador espontâneo e voluntário da obra. "Nunca nos achamos co-autor!". 

Então, de posse do original, "reescrevemos o que pode ser refeito". Empregamos (ou melhor, temos utilizado) técnica de leitura, interpretação, conhecimento geral e habilidade que a temática requeira para dar-lhe alguma feição nova, algum derivado pertinente, sem mexer no seu corpo original. É uma fase de aperfeiçoamento que nos dá muito gosto e possivelmente é gratificante para um autor. 

Logo, a Copidescagem chega a refazer trecho, seção e capítulo da obra (junto com o autor ou por conta do revisor); é sistemática, sistematizante; opinativa e intervencionista; é uma tarefa "organizacional e funcional". 

O Copidesque atua na linha redatora (ajudando a redigir) e na adaptação editorial para publicar o texto. Intervém no campo das ideias, conceitos, opiniões e argumentação; é criativa e propõe novo título para a obra, capítulos e seções; mexe na posição dos capítulos, faz remanejamento das seções, chegando a reorganizar as partes maiores e menores. Coloca remissão em um trecho para o leitor ver outra seção pertinente no corpo da obra, sugere citação de outro autor. No melhor sentido, é muito sugestivo ou, de bom humor, digamos que é "muito intruso". 

Adotamos como unidade de intervenção máxima uma página. Em todo caso, temos cuidado para não promover a intromissão. Mas a unidade máxima de interferência pode ser ultrapassada conforme nosso grau de envolvimento com a obra e seu autor(a).

3.4 Ressalva ética 

Convém repetir que essa trilogia  crc revisória com seus designativos e descrição é uma "suposta inovação nossa", da qual alguém poderá discordar. Mas é com a mesma que nós temos trabalhado e foi elaborada com base nas Técnicas da Revisão de Texto e na bibliografia de revisores, gramáticos e metodologistas. Dissemos "inovação" porque não encontramos na literatura pertinente outra forma de serviço nem conceitual organizada como esta para fazer revisão de texto. 

Cabe ressalvar que não devemos (não se deve) produzir texto para uma obra nem para um trabalho escolar nem acadêmico. Seu autor é quem vai desenvolvê-lo. Porém a "tentação" é grande no final, exigindo autocontrole a fim de obedecer a essa regra. 

A nossa linha ética ou mentalidade é do adágio "Não suba o sapateiro além do sapato", ou "da chinela", como na anedota 

3.5 Controle da máxima qualidade 

A Perfeição pertence a "outro mundo" (um parnasianista sofre com isso, pois ele quer ver a mesma aqui no seu escrito), a Qualidade Total é uma força de expressão que, em certo plano, convém para "zerar as falhas" (algum administrador trabalha com essa utopia de bom alvitre) e a Revisão em si mesma já deve atender a um anseio do autor para controlar o que ele escreveu (um revisor leva essa pretensão em alta conta). 

Da nossa parte, em meio a essa cogitação oportuna, o trabalho de revisor que oferecemos (ou que nos propomos fazer) para o público almejado tem o controle da "máxima qualidade", estendido nestas duas linhas de cuidado: 

3.5.1 Quarta revisão — verifica o texto de novo, tantas vezes quantas sejam necessárias, a fim de não deixar passar nenhuma falha (supostamente do autor, da editora, da gráfica, publicidade, correspondência, bem como da correção, revisão e copidesque, além de outra).

3.5.2 Grau de satisfação do autor — mensurado após o trabalho pronto, por meio de "perguntas objetivas" ao escritor —, de cuja resposta, em geral, muito espontânea, extraímos ou percebemos o seu estado de contentamento; eis uma pergunta: "De acordo com a sua expectativa, o que ainda está faltando?"; não pedimos avaliação numérica de "zero a dez" e nem outra. Cabe acrescentar que a satisfação do autor reflete bem-estar de autorrealização íntima na mente deste revisor. 

3.6 Sobre os autores e obras revisadas

Após o nosso trabalho, alguns autores já disseram espontaneamente que "Você completou as minhas ideias", "Você acrescentou o que faltava no meu livro": isso já soa como reconhecimento. Além disso, outros elevam nosso nome a uma posição destacada na obra (como na página de Agradecimentos), fazendo alguma deferência a nossa pessoa.

Contudo, em vez de contar história ou falar mais a respeito dessa nossa atividade, recomendamos que seja lida a postagem Arte de revisar texto e Carta de revisor para escritor (ver capítulos 5 e 6 desta obra)


As obras do nosso portfólio (listagem de livros e textos revisados por nós) mostram bem o nível até onde avançamos na nossa atividade —, fazendo um comentário da obra, escrevendo uma página à guisa de prefácio, uma epígrafe, uma anotação metodológica, síntese, além de outras participações especiais — todas como "acessórios" do texto que entregamos corrigido, revisado e copidescado. 


Considerações parciais


A fase inicial, básica, elementar, chamada por nós de "Correção" é feita nas palavras e locuções, é o começo do processo revisório que fazemos, e não, do texto escrito pelo seu autor. Não se confunde em nada com a fase inicial, básica, elementar e original da elaboração de uma obra para cujo início a Copidescagem vai e onde se demora, examinando o texto originariamente; em seguida, volta ao ponto de partida onde recebeu o mesmo, revisando de novo, chegando até a reorganizá-lo com ou sem o autor quando isso lhe convém. 


Portanto, como Copidesque, vamos muito além da Correção ortográfica das palavras no texto (que fica só nos vocábulos, verbetes e locuções); passamos também da Revisão do texto, que é "oracional ou redacional" (relativa aos termos da oração e expressões) e da metodologia científica da pesquisa feita — bem como não deixamos passar falha da Correção nem da Revisão. Por isso, adotamos o controle da máxima qualidade. 

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4 FRASES DA ARTE DE REVISÃO

Ou da técnica revisória


A locução revisor de texto valdir loureirocom o tempo e no meu imaginário, tornou-se uma palavra composta por justaposição, sem hífen, sem mudar o sentido: revisordetextovaldirloureiro. 

Tecido literário. 
Em certo sentido, 
o revisor de texto 
assemelha-se ao revisor de tecido, 
que faz o controle de qualidade
do produto a ser vendido.
Além da revisão. Acima do meu gosto pela escrita correta, insisto na "palavra adequada" ao fazer correção textual; na adequação da linguagem, se avançar para uma revisão; e na coerência do texto, se entrar na copidescagem.
Título. Percebi com o tempo que é necessário duas ou três palavras para atribuir um nome ou um título: por exemplo, juiz de direito do trabalho e juiz de futebol, promotor de justiça da saúde e promotor de vendas, advogado de defesa e advogado de acusação, revisor de texto, revisor de poema e revisor de tecido.  
Obcecado. Nunca mais fiz uma leitura por entretenimento, depois que passei a corrigir texto, porque fico procurando falha quando leio. 
Cuidadoso. Corrigir texto revela uma forma indireta de alguém ser cuidadoso.
Bem-consertado. Conserto benfeito é aquele que deixa a parte consertada melhor do que a nova ou original. É uma excepcionalidade sonhada e pouco realizada!
Colorido. Intuitivamente a cor da revisão é vermelha.
Revisar. Em um grau mais avançado, revisão é uma censura que o autor faz a si mesmo. 
Senso. O senso estético motiva a correção textual. 
Revisão. A cada leitura, faço uma correção na forma ou nas ideias.
Repetição. A revisão deve ser repetida n-vezes: um tanto quanto seja necessário para dar a certeza de que está benfeita.
Antecedente. Tal como "a repetição é a alma da aprendizagem", é também um requisito da arte revisora.
Revisão e tradução. Uma vantagem da revisão passa despercebida, mas vai além da língua pátria: é aumentar a fidelidade na tradução do texto.
Corrigir. "Errar é humano...", revisar é não permanecer no erro.
Revisar. Na minha mente, quando o texto já foi "corrigido", vai ser "revisado"; digo que a revisão é feita no texto e na correção também, embora cada fase possa ser refeita muitas vezes.  
Revisores.
    Há revisores de texto que, assim como certos gramáticos e metodologistas, não são unânimes entre si com as suas opiniões. Mas também são consensuais em outros pontos de vista. 
    Assim é um princípio dialético: todos têm razão para controvérsia e "ponto pacífico". 
Revisado. Evidentemente uma tarefa da revisão é fazer o autor gostar mais do seu escrito depois da mesma do que antes.
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(folha capitular)
2ª PARTE-EM VERSO (capítulos 5, 6, 7, 8):
ARTE DA REVISÃO, NOSSA EXPECTATIVA E DIA DO REVISOR
Atenção! A partir do capítulo 5 ao 12 (abaixo), o conteúdo está escrito em verso.
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5 ARTE DE REVISAR TEXTO
Antecedente cartesiano
5.1 Sinais de revisão
5.2 Participação do revisor
5.2.1 Sobre o tema e o autor
5.2.2 Com os autores: perfil e sondagem
5.2.3 Sobre os textos: organização dinâmica
5.3 Esforço na correção
   5.3.1 Mote do revisor de texto 
  O revisor que puder/ 
  passe além da revisão.
   5.3.2 Revisor, caixa de sugestões
Referências deste capítulo
  a) Autores
  b) Internet

Antecedente cartesiano:
princípio da evidência ou da verificação

Foi Descartes também descobridor/ 
do “princípio da verificação”* —/ 
que, aqui, corresponde à “revisão”/ 
a ser feita no livro de um autor./ 
Então viva mais esse criador/ 
por mais essa função bem concebida;/ 
torna a obra completa e corrigida;/ 
e se tem revisor que se esmere,/ 
cada texto que ele vê e confere/ 
ganha forma, valor e nova vida. 

*Descartes (2000, pp. 71-72): fazer revisões que evitem passar algo em branco.

5.1 Sinais de revisão

      a) Revisor(a) de texto
Com certeza, a revisão
é parente da Leitura:
palavras têm tessitura¹
que exige adaptação;
por isso, é ocupação
de pessoa detalhista.
Ser revisor é conquista
de quem se apaixonou
por leitura e encontrou
sua família de artista². 

¹Tessitura: conjunto dos sons que convêm melhor a determinada voz ou instrumento. 
² que dizer "família artística", e não família de artistas.
Extraído da obra Motivos para a leitura (da nossa autoria).

b) Usar nome, em vez de pronome
Infelizmente, a Gramática
tem pronome indefinido
que deixa mal induzido
quem desenvolve a temática.
Mas, pra¹ sair da estática,
um revisor tem um crivo
e não se torna cativo:
em vez da palavra “algo”,
sugere “fator fidalgo”
porque tem substantivo”.
      ¹ Contração para atender à métrica do verso.

      c) Norma culta
Quando o escritor se aborrece,
pode ser com muita norma
que, da Gramática, se forma*,
e o fruto não aparece.
Mas, se é isso que acontece,
cabe mais explicação:
"por que sim e por que não",
ele gosta de saber,
mesmo sem se convencer
de que a regra tem razão.
     * nesse caso, o certo é "forma-se", mas foi usado "se forma" para atender á métrica.

      d) Procura de correção
Um autor faz conteúdo
com os textos originais
— específicos e gerais —
que compõem seu estudo;
faz do livro seu escudo
com que bate ou se defende.
Pra* fazer isso, pretende
encontrar um revisor
que seja conhecedor
do que ele não entende. 
      *Pra — contração que atende à Métrica.

    e) A revisão entra em cena.
Um revisor tem a forma
que continua o trabalho.
Pra¹ não ter um ponto falho,
segue o método com a norma.
A palavra, ele reforma;
segue a Metodologia;
devolve tudo no dia,
conforme foi combinado:
cem por cento revisado,
segundo o autor queria.
      ¹pra — contração a fim de atender à Métrica.

5.2 Participação do revisor

5.2.1 Sobre o tema e o autor

    a) Compromisso com a obra
Se eu pudesse dizer,
falaria deste jeito:
“meu compromisso há de ser
não com o autor, o sujeito,
mas com o que ele quer ter
como algum livro perfeito”.

    b) Partilha de pensamentos
Alguns temas coincidem
no que vão contribuir.
Sempre existe alguém no Mundo
com quem se vai dividir
alegria ou aflição
pra chorar ou pra sorrir.

    c) Encontro de inquietações
Um revisor compreende
um escritor que se aflige.
Quando a arte é diferente,
diferente gênio, exige;
mas a dor de quem escreve
pode ser de quem corrige.

        d) Integração com autor
A “graça” da revisão
está onde um revisor
sugere termo ao autor,
na hora da correção;
onde faz interação
com um trecho original
e uma frase quase igual
à que fez o escritor,
que a aceita com louvor,
mantendo o texto integral.

    e) Credibilidade da revisão
Aí se nota de leve
mais uma nova aliança
que une por confiança
“quem corrige” a “quem escreve”.
A discordar, só se atreve
um do outro raramente —
quando surge de repente
conceito ou ponto de vista
que mude o tema da pista
(para entrar em outra corrente).

5.2.2 Com os autores: perfil e sondagem
Obs.: trecho em verso dodecassílabo (12 sílabas poéticas)

     a) Perfil maleável e exigente dos autores
Entre os autores que desejam correção,/ 
há os que são no mesmo ponto parecidos./ 
Uns não reclamam e também não dão ouvidos/ 
a quem se importe com um erro ou omissão./ 
Já outro volta com o livro em sua mão,/ 
aí procede a uma leitura atenciosa;/ 
aguça a mente pra ficar mais curiosa;/ 
vai apurar o trabalho realizado:/ 
se, por acaso, um erro só tiver ficado,/ 
irá pedir correção mais minuciosa.

     b) Tempo não calculado para correção
Erro acontece principalmente devido/  
a ser corrido o tempo de envolvimento./ 
Se dividir as horas pelo movimento,/ 
o quociente aparece diminuído*./ 
O tempo necessário é despercebido:/ 
dizer é fácil, mas fazer é diferente./ 
O livro tem uma “dinâmica envolvente”,/ 
mesmo que seja pelos meios automáticos;/ 
também precisa dos seus momentos estáticos,/ 
a esperar por um cuidado condizente.
        *Muito serviço em poucos dias.

  c) Inflexibilidade do autor “perfeccionista”*
Erro é comum ocorrer na pontuação,
repetição, ideia fixa ou muito forte,/ 
ou nos escritos da pessoa que se importe/ 
com seu estilo marcante na redação./ 
Quem quer deixar mais livre a interpretação/ 
não gosta muito de alterar o que escreveu:/ 
prefere a falha que, sem querer, cometeu/ 
quando empregou uma palavra inadequada./ 
Cada escritor tem sua “forma festejada”/
de agradar ao público-alvo que escolheu.
        *Intransigente, mas tolerável.

        d) Sondar a obra literária
Interferência é mais um ponto crucial./ 
Gente, afinal, nem sempre acata sugestão —/ 
mesmo que aumente a clareza e a precisão/ 
à luz de um método ou norma gramatical./ 
Logo, é preciso outro cuidado especial,/ 
só pra fazer mudança em pouca quantidade;/ 
ser oportuno e dizer com propriedade/ 
o fundamento de qualquer intervenção;/ 
ser muito arguto para ouvir a impressão/ 
e agir dentro de muita espontaneidade.

     e) Interação entre escritor e revisor
Outros autores pedem até sugestões —/
opiniões em um processo evolutivo;/ 
um revisor torna-se participativo;/ 
às vezes, chega a fazer considerações./ 
Nesse processo, ele aumenta as suas funções:/ 
pode chegar a ser um prefaciador,/ 
dignificado e promovido no labor,/ 
ser convidado pra festa de lançamento/ 
como sinal de nobre reconhecimento/
por seus trabalhos aprovados com louvor.

5.2.3 Sobre os textos: organização dinâmica* 
Obs.: trecho em verso dodecassílabo (12 sílabas poéticas)

     a) Sistematizar assuntos pertinentes
O Universo é um conjunto ou um espaço/
onde há um laço de pessoas com ideias;/ 
tem as abelhas que se unem nas colmeias.../ 
tem a família que se une em seu regaço.../ 
Assim também, pode se fazer, passo a passo,/ 
agrupamento de temas assemelhados;/ 
por mais que sejam títulos diversificados,/ 
alguma ideia em comum, vão expressar./ 
Um revisor pode montar e organizar/
“quebra-cabeça” de textos desordenados.

     b) Usar a Gramática
Quer seja o livro, quer seja a monografia,
em poesia ou em prosa (que é normal),/ 
alguma obra de deleite especial/ 
ou redação a que o aluno tem fobia —/ 
qualquer um desses precisa da Ortografia,/ 
preconizada na Gramática Normativa,/ 
de muita regra obrigatória e optativa/ 
que tem seis classes de palavras variáveis¹/ 
com outras quatro, que já são invariáveis² —/ 
tudo a serviço da linguagem compreensiva. 
      ¹Seis variáveis: artigo, substantivo, adjetivo, pronome, verbo e numeral. 
      ²Quatro invariáveis: advérbio, preposição, interjeição e conjunção.

     c) Encaminhamento a uma editora
Depois que o livro é devolvido ao seu autor,/ 
o mesmo envia seu projeto a uma editora/ 
que faz também a função de distribuidora/ 
(com sua equipe de trabalho vendedor);/ 
O livro vai para um grupo avaliador/ 
— assim chamado: Conselho Editorial —/ 
que analisa bastante o material/ 
(no CD-ROM*, ou no papel, ou no disquete);/ 
a esse importante Conselho é que compete/
julgar a obra e dar-lhe parecer final. 
    *Tradução: disco compacto apenas para leitura (GENNARI, 1999, pág. 61).

     d) Ultimação do protótipo a ser revisado
Existe mais este momento do processo:/ 
chega o “boneco” ao poder de seu autor,/ 
que novamente se dirige ao revisor —,/ 
querendo ambos que o livro tenha progresso;/ 
para, mais tarde, ser aceito com sucesso,/ 
aí é feita a derradeira correção;/ 
depois prossegue por última devolução/ 
pra editora fazer seu acabamento;/ 
então é feito retoque e melhoramento;/ 
daí é que sai a primeira edição.

     e) Longa espera e lançamento festivo
Mesmo depois de encerrada a revisão,/ 
o livro tem processamento demorado:/ 
fica de um mês até cinco anos, guardado,/ 
para alcançar a sonhada publicação./ 
Até à fase de venda ou circulação,/ 
vários contornos são feitos no seu trajeto./ 
Pra se tornar um sonho bonito e completo,/ 
é necessário festa no seu lançamento/ 
qual uma comemoração de nascimento/ 
do último filho ou de algum primeiro neto. 

Nota: não se separa um verso do outro, usando diagonal; o uso da mesma aqui serve para delimitar/visualizar melhor a estrofe na tela do aparelho celular.

5.3 Esforço na correção

5.3.1 Revisor, caixa de sugestões

     a) Ao revisor que deseja avançar mais*
Além de toda a revisão que ele almeja,/ 
é bom que seja uma “caixa de sugestões”/ 
— pra dar ideias, “palpites” e opiniões —/ 
enquanto junta, sistematiza e coteja./ 
Cada medida sugerida é que enseja/ 
abrir-se um novo leque de alternativas/ 
que pode formar célula de ideias mais vivas/ 
dentro do processo de comunicação,/ 
para aumentar a dose de compreensão/ 
quando o leitor chegar à reta conclusiva.
        *Versos dodecassílabos (12 sílabas métricas).

     b) Aliados (como outros protagonistas)*
Sendo ele aliado a bons escritores,/ 
seu nome vai ser muito mais divulgado:/ 
é mais conhecido e até, noutro Estado,/ 
talvez possa ter mais interlocutores./ 
É muito comum os empreendedores/ 
fazerem também parceria, união;/ 
(governo convida empregado e patrão/ 
pra juntos fluírem num só desempenho)./ 
Revisor parceiro vai ter mais empenho/ 
e aumenta seu campo de atuação. 
       *Versos hendecassílabos (11 sílabas métricas).

     c) Slogan: “podemos escrever certo”*
Do Brasil, li Machado de Assis,/ 
Castro Alves, José de Alencar,/ 
Azevedo Lobão, Flávio Aguiar./ 
Li também escritor de outro país./ 
Ao fazer a leitura, sempre quis/ 
corrigir uma frase do autor./ 
Hoje em dia, com ar de escritor,/ 
tenho meu novo mundo descoberto:/ 
digo que “podemos escrever certo”;/ 
para tanto, eu sou mais um revisor.
     *Versos em decassílabos (10 sílabas métricas).

      Ramo de atividade
É preciso corrigir
livros e monografias —
uma das grandes manias
que alguém pode adquirir.
Quem leu para redigir
é capaz de encontrar
ideias para ordenar
o que o autor escrever
e dizer-lhe o que fazer
quando sistematizar.

5.3.2 Mote do revisor de texto:
O revisor que puder/ passe além da revisão

a) Imagem priorizada (introdução do mote)
Lembrando que seu ofício/ 
vem no primeiro lugar;/ 
que não poderá falhar/ 
(mormente no frontispício);/ 
faça mais um sacrifício/ 
para dar ótima impressão./ 
O grau de satisfação/ 
depende desse mister./ 
(O revisor que puder/ 
passe além da revisão.)

    b) Fazer esforço dobrado
Não é bom ser limitado
só ao que diz a Gramática;
convém falar na temática
e no método empregado.
Esteja bem preparado,
de notebook* na mão
e muita disposição
para o que a obra requer.
(O revisor que puder
passe além da revisão.)
      *Notebook: computador portátil.

    c) Ter cultura geral
Saiba o que dizer do erro,
da Ética, da Etiqueta;
o que revela a cor preta*
e a penúria do desterro.
Sobre o lixo no aterro,
diga a contaminação.
Fale sobre a comunhão
que a Igreja faz e quer.
(O revisor que puder
passe além da revisão.) 

*Alusão às matérias O efeito de cada cor e Efeitos fisiológicos das cores nas roupas (site: http://www.tci.art.br/cor/efeito.htm 09/09/2006, 00:08; site: http://www.grito.com.br/artigos/fabricio002.asp). 
Servem para ilustração da capa de um livro.

    d) Sobre o texto corrigido
Diga qual é o proveito
que o livro pode trazer;
se o que o autor vai dizer
já disseram de outro jeito.
Depois do trabalho feito,
dê mais um grau de atenção;
pergunte se a explicação
está conforme ele quer.
(O revisor que puder
passe além da revisão.)

    e) Indicação consequente
Do escritor satisfeito
com um serviço prestado,
virá por ele indicado
outro que dará conceito.
É “lei de causa e efeito”,
dentro da avaliação
de desempenho e padrão
do trabalho que fizer.
(O revisor que puder
passe além da revisão.)

    f) Cuidar de correspondência
Anote com diligência
fax, telefone, e-mail*.
Se puder, vá ao Correio
despachar correspondência.
Fique atento, na sequência,
pra qualquer devolução.
Dê à Comunicação
carro-chefe e um chofer.
(O revisor que puder
passe além da revisão.) 
      *E-mail: caixa postal no computador.

Fechamento (do mote) com sugestão

     Ser modesto e humilde
Porém, não seja arrogante
nem queira ser o maior;
apenas faça o melhor
de modo mais atuante.
Se souber seguir avante,
aceite a nova missão.
Se não tiver condição,
confesse o que não souber.
(O revisor que puder
passe além da revisão.)

Observação: muitas estrofes foram concebidas no calor do trabalho revisório e, portanto, impregnadas desse contexto; já outras nasceram dos momentos de abstração, mas também aquecidas por esse mesmo clima.
Nota de revisão: existe quem condena a repetição da rima — principalmente terminada em "ão", porque acha fácil demais; porém não tive como fugir da mesma e de outras terminadas em "or", por estar usando muitos termos próprios da arte ou ramo aludido e manter a linha temática.

Referências deste capítulo 

a) Autores

ANDRADE, Mário de. Cartas a um jovem escritor: de Mário de Andrade a Fernando Sabino. 3. ed. Rio: Record, 1993.
ARISTÓTELES. Arte poética. Cap. XVII, item 3 e 4. [Tradução de Paulo Costa Galvão]. Disponível em: http://www.espirito.org.br/portalartigos/diveros/filosofia/a-arte-poetica.html. Acesso em 21 jun. 2004
BARBOSA, Rogério Andrade. O casaco negro. 5. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2003 (Série Biblioteca Juvenil).
_____. Lei Federal 9.610/98, de 19 fev. 1998 — altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.
_____. Lei 9.278/96.
_____. Norma da ABNT: NBR 6.023/2002, que dispõe sobre “Informação e documentação — Referências — Elaboração”.
_____. Norma da ABNT: NBR 10.520/2002, que trata da “Informação e documentação — Citações em documentos — Apresentação”.
GENNARI, Maria Cristina. Minidicionário de Informática. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1999.
DESCARTES, René. Regras para a direção do espírito. [Tradução por Pietro Nassetti]. São Paulo: Martin Claret, 2000. (Coleção A Obra-Prima de Cada Autor, vol. 45).
ECO, Umberto; MARTINI, Carlo Maria. Em que creem os que não creem. 7. ed. [Tradução por Eliana Aguiar] Rio de Janeiro: Record, 2000.
LOBÃO, Antônio Carlos de Azevedo. É possível ser feliz, fazendo uma monografia: um guia para eficiência nos estudos. São Paulo: Hucitec, 2004, capa.
SCORTECCI, João; MENDES, Maria Esther. Informações importantes para quem quer publicar um livro. São Paulo: Scortecci, 2005.  

b) Internet

SITE http://www.comversos.com.br/
SITE: buchicho@opovo.com.br)
VARGAS, Suzana. Texto escrito para treinamento no Centro de Formação Banco do Brasil. 
SITEhttp://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/leitura.htm
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6 CARTA DE REVISOR PARA ESCRITOR
Duas Artes ou dois Amigos.
Pronome de tratamento: Você.
6.1 Saudações e conjecturas
6.2 Dilema de escritor
6.3 Dilema de revisor
6.4 Dois espíritos inquietos
6.5 Quando será o final
6.1 Saudações e conjecturas

6.1 Saudações e conjecturas

      a) Saudação
“Bom dia, meu caro amigo!”
Mas não precisa dizer
a impressão que tiver
sobre o que vou escrever.

      b) Partilha de sentimentos
Eis uma rápida mensagem,
para escritor digerir.
Ele encontra revisor
com quem possa dividir
alegria ou aflição
para chorar ou sorrir.

      c) Encontro de inquietações
Amigo! nos seus escritos,
entendo o que o aflige.
Sua arte não é fácil
e um grande talento, exige;
mas a dor de quem escreve
pode ser de quem corrige.

6.2 Dilema de escritor

a) Antagonismo problemático
Cai um “temporal” no Mundo
que vem com redemoinho,
que abre e fecha caminho
numa* fração de segundo;
é “pano que não tem fundo”,
é uma “bola dividida”.
São os dois lados da Vida,
na linha polarizada,
dizendo que “é tudo ou nada”:
ou cicatriz, ou ferida
*numa - contração de "em uma" para atender à Métrica.

      b) Revolta de quem escreve
Escrever é pra quem sente
vontade de reagir:
se for ferido e cair,
levanta-se novamente;
é quem não vive contente
com crime e barbaridade;
quando vê uma atrocidade,
sente um gosto natural
de acabar com o “vendaval”
no lado da crueldade.

      c) A obra tem seus motores.
Geralmente um livro é feito
por quem se acha inquieto,
insatisfeito com veto
ou lesado em seu direito.
Quem já vive satisfeito,
normalmente não procura
fazer livro nem brochura.
Quem escreve está querendo
resolver ou, resolvendo,
um “problema ou amargura”.

      d) A missão além da conta
Você não chega ao final;
apenas faz uma pausa,
pois sempre uma nova causa
provoca seu cabedal.
Nesse processo causal,
um livro sai publicado
e o público-alvo é saudado
com palavras de atenção.
Assim vai longe a missão
do seu “gênio inconformado”.

6.3 Dilema de revisor

      a) Correção sem mais efeito
Corrigir é pra quem gosta
de ver tudo consertado.
Mas, quando estou revoltado,
não sei fazer a proposta;
sem pergunta, sem resposta,
não faço a minha defesa;
também sinto a correnteza
que precisa de combate,
mas não entro no debate
que levante uma represa.

      b) Silêncio de quem corrige
A correção da escrita
contagia um revisor.
Sinto a queixa, o amargor
que vêm da palavra aflita.
Na frase que se agita,
muita coisa eu fico vendo.
Por isso, Amigo, eu entendo
o que lhe causa sofrer.
Só não consigo escrever
o que me está doendo.

6.4 Dois espíritos inquietos

      a) Cabeça “de prontidão”
Você não pede que agende
um assunto ou um adendo.
E quando estou remoendo
os dramas que a Vida acende,
eu ligo e Você atende,
responde imediatamente.
Já outro amigo é ausente
e o telefone, ocupado:
não escuta o meu chamado
ou o chamo “incomodamente”.

      b) Senha de atendimento: “duas Artes!”
“Duas artes, dois amigos”
que se juntam na escrita.
Você anota o que medita,
querendo evitar perigos;
faz texto, produz artigos.
Já eu sou quem se empenha
em fazer o que convenha
pra você escrever certo.
Falando de longe ou perto,
usamos a mesma senha.

      c) “Artistas duros na queda”
Enquanto você seguir
nessa criação infinda,
vai escrever mais ainda;
com você, terei de ir.
Desta vez, vou corrigir
textos pra fazer brochuras.
Somos dois “cabeças-duras”
que têm este mesmo gosto:
derramar suor do rosto
com o calor das leituras.

    d) É árduo, mas causa alegria.
Se você se sacrifica,
tenho também meu martírio.
Mas, da Arte, um “pé de lírio”
nasce, vem e nos glorifica.
Pra você, é sempre rica
a ideia de “recriar”;
pra mim, é a de “revisar”;
sempre queremos um “pé”,
que dê motivos ou fé, 
pra mais um lírio brotar.

    e) Mãos à obra com retoques
No livro que lhe interessa,
começamos devagar,
como quem vai tatear
um terreno ou uma peça.
Não devo fazer promessa
de um trabalho excelente.
Mas, como sempre, é da gente
“toque de bola” apurado,
deixamos bem lapidado
cada texto componente. 

6.5 Quando será o final

      a) Desistir não adianta
Eu já pensei em parar
de corrigir obra sua,
mas não paro e continua
o que falei em deixar.
Eu digo que “vou largar...”.
Você diz coisas iguais.
Porém, escreve demais;
um livro aos seus olhos salta;
já eu também sinto a falta
das correções textuais.

    b) Quem é do Ar não arqueja.
Procurei uma pessoa
que ficasse em meu lugar,
porém não pude encontrar
quem assumisse a “coroa”.
“Pra não virar a canoa,
eu vou segurar o remo.”
Um “temporal”, eu não temo;
e as letras, não enjoei.
Quem é que não quer ser rei
de uma arte ou bem supremo?

      c) Presença de bom motivo
Fica um pouco “divertido”
o que nos torna presentes:
duas artes diferentes,
mas tangentes no sentido.
Talvez eu esteja unido
a Você, na mesma dor.
Nesse “encontro sofredor”,
deve existir um motivo
que faça alegre e ativo
o escritor e o revisor.

      d) Eis o prenúncio do fim
Nossa cadência é letrada,
vamos andando pra frente.
Nossa luz é ascendente:
clareia longe a passada.
Mas, quando não houver nada
que você queira escrever,
eu também não vou fazer
correção nem comentário;
esse encontro literário
não vai mais acontecer.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
7 EXPECTATIVA DE ATIVIDADE

     a) Desejo
Eu quero sempre fazer
correção gramatical!
A frase culta, formal —
ensinar a escrever.
Quando me falta o que ler,
estudo a Ortografia.
Isso parece mania,
em vez de ser um labor.
Eu quero ser revisor
de livro e monografia.

     b) Esperança
É muito bom corrigir
livros e monografias —
uma das grandes manias
do meu modo de agir.
No presente e no porvir,
espero sempre encontrar
ideias para ordenar
o que o autor escrever
e dizer-lhe o que fazer
para sistematizar.

     c) Exceção vocacional
Por comum, esse ofício magistral
é de quem noutra área é diplomado,
isto é, que, em Letras, é formado
ou fez Comunicação Social[6].
Penso que o meu caso é especial:
sou formado em Administração,
mas a "palavra escrita" é uma paixão
que me envolve desde a mais tenra idade,
que me dá sensação de liberdade
e de ser revisor por vocação. 



12 Cf. NASSETTI, Pietro. Perfil: René Descartes. In: Discurso do método. Tradução por Pietro Nassetti.  São Paulo: Martin Claret, 2000a, pág. 11. (A Obra-Prima de Cada Autor, 45).
[2] DESCARTES, René. Discurso do método. [Tradução por Pietro Nassetti.]  São Paulo: Martin Claret, 2000a, pág. 74. (A Obra-Prima de Cada Autor, 45).
[3] Cf. Ibidem, págs. 20-27.
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8 DIA DO REVISOR: 28 de Março
8.1 Quadras
8.2 Vocação e sonho
      8.2.1 Vocação
      8.2.2 Sonho da Arte
8.3 Estilo de revisão

8.1 Quadras


Hoje é o Dia também
de um ofício que eu adoro.
Neste Blog, comemoro 
o que me faz muito bem.

Aos escritores, saúdo
com votos de boa-sorte!
São eles um lado forte
de voz e sentido agudo.

8.2 Vocação e sonho

8.2.1 Vocação


      a) Invocação divinal
Rogo a Deus em um bendito
que me dê mais proteção
para eu dar nova impulsão 
a outro assunto e seu fito.
Dito, feito, feito e dito:
"Nasceu mais um revisor".
Lembro autora, lembro autor
com seus trabalhos ecléticos.
Mas falo em termos poéticos
para agradar ao Leitor.

      b) Tino revisório
Quis o Destino que eu
mudasse de profissão,
para fazer correção
em livro que não é meu.
A Natureza me deu
o dom de compreender
o que o autor quer dizer:
pela sua redação,
sei estímulo, sei razão
que o leva a escrever.

8.2.2 Sonho da Arte

      a) Elementos de entusiasmo
O calor da homenagem,
o perfil da revisão,
uma obra em alusão
e a figura de linguagem —
todos entram na contagem
dos escritos prediletos;
vão ilustrar os projetos
da Humanidade terrena.
E a Terra toda é pequena
para estes versos seletos.

      b) Pretensão gramatical
Quero imitar um gramático,
sabendo regra de tudo,
renovando conteúdo
de teórico para prático.
Sou revisor "burocrático”
pela Metodologia.
Entro na ortoepia,
na semântica, na linguística;
mantenho a característica;
dou regra à ortografia.

      c) Sonho possível
Livro e monografia,
tese e dissertação,
artigo e redação,
uma autobiografia;
jornal, revista, poesia — 
tudo é bom que seja olhado.
Em mais de um..., tenho achado
erro que eu não deixaria,
se, enquanto o autor fazia,
eu tivesse revisado.

8.3 Estilo de revisão
Sextilhas com versos de 7 sílabas e rimas ABCBDB.

      a) Perfeição 
Quero um estilo perfeito:
meu trabalho é conferido;
quando a frase está confusa,
dou-lhe clareza e sentido.
É o escritor exigente
meu cliente preferido.

      b) "Na ponta da língua"
Não falo a regra, perdido;
não sou a Lua, que míngua.
Conserto erro em palavra
como se cura uma íngua.
E a minha resposta é
dada "na ponta da língua".

      c) "Sem errada"
Tiro os erros de "coríngüa":
sai o acento e o trema.
Sou como dicionário,
que dá sentido e fonema.
Só fiz esse nome errado
pra rima do meu poema.

Notas do autor: 
1) Poesia do meu "entusiasmo constante" com a arte ou técnica da revisão, que resolvi divulgar em torno do Dia do Revisor de Textos. 
2) Parece também uma seção de marketing pessoal, visto que aproveito a ocasião para divulgar o meu jeito de ser ou fazer em relação ao que chamo "esse ofício". 
3) Não homenageia revisores: faz referência ao estilo de correção – revisão – copidescagem que tenho feito, vocação pressentida, pretensão e "boa-vaidade", relação amistosa com escritores e alguns detalhes, bem como algumas linhas gerais. Propaga o meu encantamento com essa atividade.
4) O Dia 28 de Março é também Dia do Diagramador. 
Acesso em: 25/03/2105. 
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(folha capitular)
3ª PARTE-EM VERSO (capítulos 9, 10, 11, 12):
CONTRIBUIÇÃO, PORTFÓLIO, ALUSÃO E OBJETIVIDADE
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9 CONTRIBUIÇÃO PARA OS LEITORES
Exercício de prosificação:
do texto em verso para redação

Tema da estrofe: cotejamento de correções

A revisão precisa de muito cuidado;/ 
um termo errado diminui o seu valor./ 
Por isso, faz-se necessário o revisor/ 
rever de novo tudo o que já foi olhado./ 
Antes de dar o trabalho por encerrado,/ 
"conte até dez" para contar “dez correções” —,/ 
sendo a primeira feita só de adaptações;/ 
faça as demais, com mais cuidado e pra valer;/ 
e chegue à última, com retoques pra saber/ 
se ainda falta corrigir alguns senões.

Ao leitor:  a estrofe acima é uma décima com versos de 12 sílabas poéticas (feita "a capricho" para este exercício).

1º Passo: mudar apenas o formato para a prosa

¹ A revisão precisa de muito cuidado; um termo errado diminui o seu valor.
² Por isso, faz-se necessário o revisor rever de novo tudo o que já foi olhado.
²Antes de dar o trabalho por encerrado, conte até dez para contar “dez correções” — sendo a primeira feita só de adaptações; faça as demais, com cuidado e pra valer;
³ E chegue à última, com retoques pra saber se ainda falta corrigir alguns senões.
¹ As duas primeiras estofes. 
² Estrofes intermediárias. 
³ As duas últimas estofes.

2º Passo: substituir as rimas e faz adaptações.
3º Passo: empregar técnica de redação com adaptações criativas.

Resultado: uma redação de 20 linhas (com letra Times 12, papel A-4). 
O texto em prosa poderia ter este novo título.

Olhos de revisor. Ou: cuidados da revisão

revisão é uma arte ou técnica que precisa de cuidado especial, pois um termo impróprio no texto diminui a sua importância. Quem não comete falha ao escrever? "Mas é possível contar com alguém que faça correção apurada para ajudá-lo nesse processo criativo."
Diante disso, é fundamental que um revisor veja de novo, na íntegra, o conteúdo já escrito pelo autor, pois esse, nem sempre se alerta para os erros gramaticais e de outro tipo.
Antes de devolver o trabalho, convém que o revisor tenha paciência, para fazer tantas correções quantas sejam necessárias. A primeira será feita só apenas de adaptações ou sondagem; as demais precisam de maior cuidado, passando por vários aspectos para ter validade; quando terminar a última correção, deve passar outro visto para saber se ainda falta corrigir alguns senões, fazer retoques ou corrigenda final, etc.
Um revisor é um leitor especial que pode colaborar muito para enriquecer a obra. Não será demais ele propor alguma sugestão, alterando ou completando ideias e conceitos (já desenvolvidos pelo autor).
Portanto, qualquer trabalho de correção textual exige um processo meticuloso de cotejamento — além da habilidade conceitual e técnica — para incorporar valores ao trabalho literário.
Então, convém o autor escolher dentre muitos profissionais ou amadores alguém que se preocupe com a sua obra, a fim de torná-la mais ilustrada.
Conclui-se que, nessa etapa de elaboração, um trabalho escrito precisa mais do que dos olhos do dono: sente a falta de um guardião, de um colaborador — que pode ser encontrado no ramo da arte ou técnica da revisão.

Observação: as palavras do título foram aproveitadas para o texto em prosa; a frase em negrito é a problematização; entre aspas, está uma hipótese, embora já seja evidente, para solução; a parte em itálico mostra as deduções; e os trechos sublinhados indicam chavetamento na redação.
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10 PORTFÓLIO DO REVISOR DE TEXTO VALDIR LOUREIRO
10.1 Revisões, participações e escritos
10.2 Principais livros revisados
10.3 Principais trabalhos acadêmicos revisados
10.4 Outros textos corrigidos
10.5 Participação literária 
10.6 Obras escritas e não publicadas
        Em verso
        Em prosa e verso, um livro técnico

10.1 Revisões, participações e escritos

Na prática, já fomos um orientador extraoficial do trabalho acadêmico de pós-graduação (sem incomodar orientação universitária ou catedrática). 

10.2 Principais livros revisados 

(do mais recente para o mais antigo):

1) Dicionário de Ministério Público. Florianópolis: Editora Conceito Editorial, 2009. 876 páginas.
2) Instituição do Ministério Público. Para concursos. 2. ed. revisada, ampliada e atualizada. Leme (SP): Editora J.H. Mizuno, 2008. 359 páginas.
3)*Crime e castigo: como cortar as raízes da criminalidade e reduzir a violência. São Paulo (SP): DPL Editora/Golden Books, 2008. 192 páginas.
        *Nota: embora esse título não contenha a locução Ministério Público (MP) devido a uma preferência da Editora, trata-se de um tema inerente à Penalogia Alternativa e MP.
4) Filosofar é preciso. São Paulo (SP): Editora Golden Books, 2007. 168 págs.
5) Nascido para vencer: uma forma de tornar bem-sucedida a sua história pessoal. Editora DPL, São Paulo (SP), 2002. 107 páginas.
        Nota: obras da autoria do Promotor de Justiça Edilson Santana.
6) Lúpus sem martírio: aprendizado, espiritualidade e amor à vida. Hilma Freire. Fortaleza/CE: Din.ce edições Técnicas, 2009. 343p.
7) Educação política. Hilma Freire.

10.3 Principais trabalhos acadêmicos revisados 
(em anos decrescentes):

1) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Aprendizagem da Matemática. Aluno: Alan Bruno Barbosa — Universidade Federal do Ceará (UFC). Fortaleza, 2013.
2) Monografia Educação de Jovens e Adultos (EJA): sua real função. Aluna: Elana Mesquita Cavalcante. Universidade Estadual Vale do Acaraú. Sobral (CE), 2008.
3) Monografia Gestão escolar nas escolas públicas. Aluna: Verônica Nonato Dias. Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Fortaleza, 2006.
4) Monografia. Ensino religioso na escola particular: para que serve, quem leciona". Aluno:  Valter Loreiro de Souza  Universidade Estadual Vale do Acaraú – Uva. Fortaleza/CE, 2005.

10.4 Outros textos corrigidos

Apostilha de Direito, Legislação e Informática para concurso;
Regimento Escolar e Projeto Político-Pedagógico (PPP);
Relatório Técnico de estágio em Raios-X e Enfermagem;
Livro de autoajuda, de memórias, determinismo e autobiográfico.
Discurso de nível superior e Artigo literário de jornal.

10.5 Participação literária

Nos últimos 10 anos (2004-14), participou de livros publicados — não é coautor — com um promotor de Justiça, um advogado, uma artista plástica, um médico e duas professoras. 

Junto aos referidos escritores e suas obras, atuou como Revisor e teve as seguintes “participações” de linha culta, gramatical, metodológica e poética, além de outras obras: 
a) Anotações da obra: métodos e mensagem da obra Faça acontecer: transformando sonho em realidade. Autor: Washington de Paula. Fortaleza, 2010.
b) Colaborador gramatical e metodológico da obra Dicionário de Ministério Público. Autores: Edilson Santana e Edilson Santana Filho, Florianópolis: Conceito Editorial, 2009.
c) Colaborador em método e redação da obra Instituição do Ministério Público. Autor: Edilson Santana, Leme (SP), 2008.
d) Comentário da obra Filosofar é preciso. Autor: Edilson Santana, São Paulo: DPL Editora, 2007.
e) Poesia da obra Medicamentos controlados: manual de notificação e receitas, de Jorge Prestes. Fortaleza: Premius, 2005.
f) Prefácio e revisão da obra Esotérica: poesias e contos. Autora: Lasthenia Brígido Memória, Fortaleza: Gráfica Nacional, 2005.
g) Mote glosado “de datas religiosas/ para o sentido da Vida” — subtítulo da obra Despertar. Autora: Zélia de Souza, Fortaleza: Edições DIN, 2004.

10.6 Obras escritas e não publicadas

Em verso:
a) Poderes da Paixão e do Destino: da vida comum ao poema afetivo (livro autobiográfico).
b) Sentimentos de prisão e liberdade: naturais, familiares e sociopolíticos (brochura).
c) Espinhos e flores da meretriz: do pecado original à Lei do Concubinato (brochura).
d) Jesus Cristo e os maridos: irmãos e sacrificados pela Humanidade e a família (folhetim).
e) Memórias de uma carreira: ideal, conquista e frustração (folheto).
f) Motivos para leitura: paixão pela arte de ler e conquista de objetivos (brochura).
Em prosa e verso, um livro técnico:
Como fazer conclusão dissertativa: regras metódicas, temáticas e estruturais. 
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11 ALUDINDO À CORREÇÃO E REVISÃO

      a) Agradecimento
Agradeço à Natureza 
por ser mais um revisor: 
sou quase um conferidor 
de frase, ideia e beleza*. 
“Quem escreve quer certeza 
de correção da escrita¹. 
Palavra certa e bonita² 
convém que seja adequada³; 
se não, talvez, saia errada 
a opinião que foi dita.” 

Notas: * modéstia à parte. 

¹ a correção é mais vocabular do que redacional. ² a revisão é mais textual: inclui estética (sem cacofonia). ³ nível de revisão.

      b) Amostragem das fontes de consulta
Quando eu vou fazer correção e revisão”,/ 
recorro à Gramática e ao Dicionário:/ 
vejo as locuções e o vocabulário;/ 
tudo quanto é verbo e a conjugação;/ 
corrijo os acentos e a pontuação,/ 
crase obrigatória e crase optativa./ 
Não me estendo além da regra normativa./ 
Obedeço à redação oficial,/ 
regência verbal, regência nominal/ 
e a mais outras fontes* de ação corretiva. 

Notas: * Nova Ortografia, manuais de redação, etc.
A estrofe acima é uma décima (tem dez versos) e cada verso é um hendecassílabo (tem 11 sílabas poéticas).

      c) "Ativos do nosso papel" 
correção é muito “vocabular”:/ 
devemos ter um dicionário à vista.../ 
revisão é “gramatical” e mista:/ 
o Volp e a gramática vão nos ajudar.../ 
copidescagem é “sistematizar”,/ 
usando um saber de cultura geral.../ 
Nessa trilogia clássica e textual,/ 
"acende-se a chama de um revisor —/ 
à luz da estrela de um grande escritor"/ 
com o seu lado ativo de intelectual. 

*Volp ou VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Essa estrofe é uma décima (tem dez versos) e cada verso é um hendecassílabo (tem 11 sílabas poéticas).
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12 OBJETIVIDADE REVISORA

12. 1 Compromisso com a obra 


A bem do serviço, eu costumo dizer/
que o meu compromisso não é com o autor:/
é com o seu livro que ele escrever/
do qual venha eu a ser o revisor.

É uma forma autêntica de eu lhe dar valor,/
porque vou direto aos seus objetivos —/
com o tempo do esforço que os torne expressivos,/
até concluir o serviço a contento.

O livro é dinâmico: tem um movimento/ 
que os gênios, nem sempre, conseguem mudar;/
e quando o escritor não puder esperar,/
afasto da obra meu envolvimento.

Não faço mais parte do empreendimento,/

mas levo a saudade dos "acompanhantes"¹./
"Se o autor quiser retornar aos levantes²,/
eu volto ao nascente³ com o mesmo zelo."

Depois de estar pronta, coloco meu selo/

que dá garantia e máxima qualidade*./
Eu faço e refaço com propriedade/
revisão de texto por esse modelo.

Notas: ¹ livro, autor e revisão. ² lugar onde o Sol nasce ou se levanta (o ponto Leste). ³ o mesmo lugar: Oriente.

Obs.: as palavras Levante, Nascente devem ser escritas com letra inicial maiúscula, quando são usadas em sentido próprio; nos versos acima, não o foram porque se acham em sentido figurado.
* total qualidade: máxima satisfação do autor, visto que a "qualidade total" é uma força de expressão utópica, porque "a perfeição não é deste mundo".

12.2 Interferência no texto 


     a) Ponto sensível
Um ponto sensível de uma revisão/
é a interferência no texto do autor./
É preciso ver onde está o “divisor/
de águas” que evite a insatisfação.

Ouvi uma história com a declaração/
de um grande escritor que ficou irritado,/
porque o revisor havia acrescentado/
"itálico e negrito" onde ele não queria./
Só por esse acréscimo assim, parecia/
que estava querendo ser muito ostentado.

     b) Sondagem com o autor
Além de outros modos com que eu trabalho,/
faço uma sondagem com todo escritor,/
a fim de saber qual é o seu rigor —/
em termos de acertos e de ponto falho.

Como quem procura estrela e cascalho,/
vou achando erros que ele não viu...

Reviso, interfiro — de fio a pavio —,/
mas, com sutileza e sensibilidade.

No fim, o autor usa civilidade e/
reclama só dele onde se confundiu.

Nota: o poema acima tem dois temas em verso "hendecassílabo" (11 sílabas métricas); porém as estrofes estão separadas como se fossem parágrafos de um texto em prosa, para ter mais clareza e, por isso, ficaram em quarteto, sextilha e dístico; a barra no final de cada verso não se usa, mas ajuda a visão na telinha do celular. 

Objetividade revisora > compromissso com o livro > Clicar Aqui

Trabalhamos atualmente com os textos em verso e prosa. Fazemos correção, revisão e copidesque ou copidescagem (que vai além da revisão e correção). 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Esta obra falou sobre uma trilogia de revisões textuais já consagradas pela arte de revisar texto — cujos procedimentos, nós, autor e bloguista, usamos como base de organização do serviço revisório que oferecemos ao público leitor. Estão realinhadas em etapas concebidas por nós: trata-se, pois, da Correção Ortográfica, Revisão de Texto redacional e metodológica e Copidesque ou Copidescagem. 

Em princípio, na nossa rotina de trabalho, obedecemos ao sistema teórico e prático da gramática e metodologia, como é de regra e da nossa obrigação. Mas extraímos desse ordenamento esta nova ordem crescente de revisões que fazemos funcionar em três fases interligadas e resumidas aqui


A) Correção Ortográfica das palavras e locuções pela Norma Culta constante na "morfologia" das gramáticas normativas e dos dicionários, com seus autores; na nova ortografia de 1º/jan./1916 e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp ou VOLP), vigente na mesma data. 


B) Revisão da Redação Gramatical de acordo com a Norma Culta constante na "sintaxe e na semântica" das gramáticas normativas e a técnica de redação, bem como a Revisão da Redação Científica segundo a Metodologia Científica dos autores metodologistas e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e outros apontamentos.  


C) Copidesque (sinônimo de Copidescagem), fazendo a reescrita do texto pela sistemática de seus capítulos, mantendo as ideias, a linguagem, a mensagem originais e o estilo do autor, e aperfeiçoando a obra para ser publicada; obviamente deve conferir todas as fases anteriores da revisão. 


Cada vertente dessas tem suas particularidades, linhas e diretrizes, normas e técnicas; sendo comparadas, têm entrelaçamento, diferença e semelhança, paralelo e convergência, o que foi descrito no corpo da pesquisa transformada neste livro. 


Cabe recapitular que uma dificuldade nossa, quando as aplicamos, é a divergência, entre si, de alguns autores da Gramática Normativa (aquela que se estuda na escola, desde as primeiras letras) e os da Metodologia Científica, também, entre si. Aliás, não precisa ser revisor de texto para saber dessa controvérsia. 


Para completar, excepcionalmente a Gramática e a Metodologia não são claras pela falta de esclarecimento ou opinião conclusiva sobre determinadas regras que lhe são comuns ao mesmo tempo, ficando a cargo do revisor a interpretação do dispositivo sob seu estudo


É por isso que nós, quando escrevemos e corrigimos, concentramos muito esforço na linha conclusiva da redação como parte da obra e do seu texto como todo, assumindo algum risco de certo modo e quase inevitável


Mas, ainda assim, é com esses festejados autores que temos de abalizar-nos ou nos alinhar. Seguimos também as obras de revisores literatos; possivelmente eles também discordam em algum ponto de vista entre nós. 


Para encerrar esse quadro, há notícia de que algum escritor não aprova a ideia de um revisor também ser escritor, como é o nosso casoÉ nesse contexto ligeiramente conflituoso que temos trabalhado há longos anos, recebendo o seu reflexo e resistindo ao seu efeito. Não falamos em concorrente, visto que "o Sol nasce para toda pessoa", sem falar no queijo à disposição de todo mundo. 


Recapitulando a motivação desta obra, anotamos aqui as causas e finalidades da sua criação. "As de resultado imediato" são estas: a"reinventar" uma conceituação para consolidar o serviço de revisão textual que já fazemos; b) evidenciar semelhança, diferença e paralelo entre a fase da Correção e a da Revisão de texto junto ao Copidesque ou à Copidescagem; c) demonstrar a nossa capacidade de escrever e de revisar texto de modo compatível em correção e estilo com a oferta do citado serviço. E por extensão, "as que dependem de circunstância e do futuro" são estas: d) conseguir mais gente interessada no nosso trabalho; eacrescentar alguma contribuição para a bibliografia já existente sobre a arte de revisar texto. 


Quanto às finalidades imediatas e que dependem apenas de nós, guardamos a convicção de as ter alcançado. Quanto às demais, que vão depender de tempo e de outras pessoas, pouco sabemos, além de saber esperar com otimismo. Para tanto, esta obra ficaria como autêntica atração. 


Pensando bem, a única maneira evidente que as pessoas têm para constatar se nós escrevemos e revisamos texto com a habilidade, capacidade e competência que "prometemos", é lendo um livro da nossa autoria  como este, que foi escrito com a melhor correção ortográfica, técnica redacional e metodologia científica e, digamos de passagem, "autocopidescada" (visto que o mesmo foi reescrito pela enésima vez) —, embora tenhamos de confessar que nós também estamos passível de erro (pois não somos onisciente). 


A experiência nossa como escritor e revisor diz que a revisão de um texto raramente chega ao fim, como também, que algum escritor perfeccionista não fica totalmente satisfeito. A prática mostra coerentemente que é possível apenas a sondagem da "máxima qualidade subjetiva" ou da maior satisfação intuitiva do escritor usuário da revisão. Porém existe uma faixa razoável e transparente a que todos chegam e reconhecem a marca de um revisor de texto "a caminho da perfeição e da qualidade total". 

E outra: em qualquer estágio dos trabalhos (correção, revisão e copidesque ou copidescagem), por mais que nos "intrometamos", mantemos a ideia e a mensagem originais do Autor, "mexendo em suas ideias, mas não mexendo com a sua cabeça"; interferimos no conteúdo, mas não o alteramos e achamos a maneira certa de tangenciar o seu estilo. 

"Nisso consiste maior habilidade da Revisão", porque, se não for assim, pode se tornar desgastante em certo momento; quando o processo revisório não se harmoniza, ocorre o que se denomina "relação conturbada" entre autor e revisor. 


De maneira subliminar, esperamos também convencer o Público Leitor Específico a procurar sempre quem faça revisão de seus escritos, a qual seja realizada por nós mesmo ou por outro revisor de texto, embora não tenhamos enfocado diretamente essa persuasão.


Ademais a exposição exaustiva desta matéria não passa de uma linha corrente "derivada por justaposição"; apenas tem o viés didático de fazer o leitor achar explicação fácil, cotejada, para alguma "faceta ainda não contida" em outra leitura pertinente. Sendo assim, em nova edição, podemos excluir ou modificar alguns trechos. 

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POSFÁCIO 

Caro Leitor, Distinta Leitora! Acabamos de escrever este livro para dizer a toda pessoa que fazemos revisão textual. Essa nos parece uma forma autenticamente personalizada de fazer a nossa publicidade (não chega a ser propaganda, porque nada pagamos pela sua divulgação). É o livro-guia de trabalho do revisor de texto valdir loureiro. 

Uma expectativa é que este livro seja o nosso "cartão de visita" e simbolize a frase "digo e provo" com "atestado ou certificado de capacidade técnica" expedida por nós mesmo, na Internet, para todo mundo ver. Enquanto expomos o que fazemos, comprovamos o que estamos dizendo. 

E ainda mais, visto que nos intitulamos como revisor de texto em verso e prosa, o livro foi também escrito em prosa e verso (quando, normalmente, seria ou só em uma forma, ou só em outra). 


Como queremos mostrar criatividade no assunto, "falamos muito sobre pouco", à semelhança do poeta que faz um poema extenso, falando sobre "um minuto" e do vestibulando que escreve uma redação de trinta linhas, discorrendo sobre "o pingo d'água". 


Em autocrítica bem-humorada, digamos que este "post quilométrico tem muita conversa para pouca conversão" e que "muito trovão é sinal de pouca chuva". Afinal de contas, a arte de revisar texto não requer genialidade; embora pareça privilégio de poucos, não é; mas deve ser cultivada com muito gosto refinado e precisa da paciência de um monge com a persistência de "um sísifo" — porque o seu resultado é pouco visível e não vem de imediato. 


E tem mais: no nosso caso, a clientela usuária é tão rara e seletiva como é a nossa preferência pelo ofício de revisor. Aliás, outra certeza é que essa atividade não é lucrativa para nós e foi sempre eventual; fazemos a revisão pelo gosto de fazê-la. 


Delineamos uma trilogia das revisões já consagradas pela arte revisora. Mas, na prática, tanta "composição de escritório" assim como esta não importa muito ao escritor: o que mais lhe interessa é o trabalho benfeito, caprichado, impecável, por uma recompensa justa, razoável, condizente —, embora o "estilo, que inclui a maneira de fazer as tarefas" também seja fator determinante ou cause impacto decisivo na mente do usuário quando vai escolher um sistema de revisão textual. 


Caríssimo Leitor, Digníssima Leitora! Sempre fomos um revisor meticuloso, como também "nos olhamos quase diariamente no espelho da metodologia". Mas, quando começamos a trabalhar neste ramo, não tínhamos esta visão integrada para um guia tríplice, esta concepção metódica para uma abordagem sistêmica, nem a delimitamos assim, como processo revisório, "da noite para o dia". 


Agora é diferente: na forma subliminar, rascunhamos aqui alguma contribuição para o campo metodológico da "mão de obra" de revisão textual juntamente com a oferta do serviço que fazemos para o público almejado nesse nicho (porção de negócio) da mercadologia pertinente. 


Eis um aparte na contramão da economia e mercado: parece que "a lei da procura e da oferta" (uma das mais importantes da economia) não funciona bem no mercado de revisão textual e que prevalece a melhor técnica, tendo, "por ironia mercadológica", o menor preço, o que seria uma razoável condição para ser contratada pelo setor público, mas temos pouca notícia de governo interessado no serviço: quer seja por meio do contrato de licitação, quer seja mediante concurso público; decerto essa lacuna mostra mais algum desinteresse ou exclusão, que, até hoje, não nos afetou; amanhã, ninguém sabe... 


Notas de revisão:  
1) o certo é "não ficar palavra isolada no fim da linha"; mas foram deixadas várias aqui (na postagem e à revelia dessa regra), porque surgiram depois da formatação do Blog (assim como em outras páginas (posts ou postagens); 
2) na 1ª parte desta obra, escrita em prosa, foi usado o "plural de modéstia nós" (assim, por exemplo, o certo é "nós somos capaz", e não "nós somos capazes"; "somos dedicado", e não somos dedicados), quando se refere a Nós, o revisor e autor deste livro; apenas no capítulo 4 Frases da arte da revisão, foi usado pronome "eu".  2ª parte, em verso, nem sempre obedeceu à impessoalidade por causa da veia poética; o Resumo foi escrito na "3ª pessoa do singular"; e a bem da clareza, Dedicatória e Agradecimentos, na 1ª pessoa "eu". 
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APÊNDICE 1- VISÃO CENTRAL DESTA OBRA
1 Guia, finalidade, novidade e linhas de ação
2 Trilogia da revisão textual
3 Termos adequados e sua clareza
3.1 Correção: o que faz, regulamento e fontes de consulta – nível básico
3.2 Revisão: da redação gramatical e da redação científica  nível médio e composto
3.2.1 Da redação gramatical: o que faz e regulamento com suas fontes
3.2.2 Da redação científica: o que faz e regulação com suas fontes
3.3 Copidesque ou Copidescagem: o que faz, ordenamento e fontes de consulta  nível avançado ou super-revisão

1 Guia, finalidade, novidade e linhas de ação

Esta é uma obra de "orientação conceitual e metódica sobre o serviço de revisão textual", para informação do público leitor imaginado como seu usuário


A mesma traz como "suposta novidade” apenas o alinhamento com adaptação de conceitos e expressões adequados ao método, às técnicas e procedimentos usados nesse ofício — por nós, como “corretor ortográfico, revisor de texto e copidesque” —, quando passamos por três níveis de verificação, respectivamente: correção ortográfica, revisão textual e metodológica e copidesque ou copidescagem.

Vamos traçar algumas diretrizes que norteiam as ações revisórias, na ordem de preferência adotada. São linhas de padronização do nosso trabalho; não dizem “como o fazer” e, por isso, não chegam a ser um livro técnico; também não são matérias de gramática normativa nem de metodologia científica, embora se valha fundamentalmente dos seus autores. 

2 Trilogia da revisão textual


Sob o nome "trilogia da revisão textual", como núcleo de desenvolvimento desta obra, organizamos três vertentes já consagradas pela arte de revisar texto  quais sejam a correção, a revisão e o copidesque ou copidescagem. Funciona de maneira integrada e progressiva, embora, nem sempre o escritor usuário necessite assim, quando passa a querer apenas uma ou duas.


3 Termos adequados e sua clareza


Via de regra, nós, como revisor de texto, não assimilamos bem a locução "corretor de texto" nem "revisor ortográfico" e muito menos, "copidesque ortográfico"  embora o revisor e o copidesque não deixem passar erro de ortografia. 


Queremos uma forma de "chamar pelo nome-termo adequado": corretor ortográfico, revisor de texto e copidesque. O termo "correção" exige palavra designativa, que é ortográfica ou vocabular. O nome "revisão" requer também um qualificador, que é textual, redacional e metodológica. 


Já o termo "copidesque ou copidescagem" dispensa complemento: por si só, quer dizer que refaz e reorganiza o texto, preferencialmente, junto com o autor, a partir da sua redação original ou já desenvolvida  sem deixar passar nada: nem erro de "correção", nem de "revisão"; logo, abrange, por assim dizer, uma revisão superavançada, uma super-revisão


Mas, a bem da clareza, aceitamos a inadequação ou redundância, inclusive o fazemos alguma vez em nossos blogs. E admitimos que só um nome sozinho  corretor, revisor e copidesque — não define claramente o seu desígnio: convém acrescentar um complemento (de texto, de livro, de poema, etc., no singular ou no plural), salvo quando fica subentendido pelo contexto onde se encontra que se trata de um ou de outro "ator". 

A palavra mais conhecida e mais agradável dessa trilha corretiva, revisória e copidescada é a "revisão", que pressupõe uma ação presente em todas as fases, movida pela "força da correção", que também as atravessa de forma linear. Talvez, por isso, adote-se (adotem) comumente a locução "revisão de texto (ou de textos)" para se referir, quase indistintamente, aos três estágios que acabamos de apresentar. 


3.1 Correção: o que faz, regulamento e fontes de consulta – nível básico

Se é uma Correção, tende para o ato de escrever certo; e o serviço fica só no nível dos vocábulos e das locuções e não passa daí; já se chama tradicionalmente “correção ortográfica”. 


Seu regulamento está na Norma Culta contida na gramática normativa (aquela estudada na escola desde as primeiras letras) — na sua parte chamada “morfologia” ou análise morfológica, abrangendo as dez classes de palavras: seis variáveis e quatro invariáveis, que são "velhas conhecidas" de estudantes jovens. 


A Correção inclui também todo tipo de locução (substantiva ou nominal, verbal, adverbial, adjetiva, conjuntiva, etc.), importando sempre e somente a escrita certa. 


Suas fontes de consulta são as gramáticas normativas, os dicionários, a nova ortografia em vigor a partir de 1º/jan./2016 e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) com essa mesma vigência. 


É procurada ou solicitada quando o escritor ou redator quer apenas uma conferência que deixe a linguagem correta (sem erro na escrita das palavras); ele já sabe qual foi a acepção empregada, que não tem sentido ambíguo ou duplo sentido, ou ainda não está preocupado com isso. 


Portanto, é um nível simples ou básico de revisão, porque não exige muito raciocínio. Nessa fase, chamam-nos corretor de texto

3.2 Revisão: da redação gramatical e da redação científica  nível médio e composto

Se for uma Revisãotende para o ato de escrever bem; e a “mão de obra” vai se desdobrar em duas frentes: a redação gramatical e a redação científica, mais conhecida como metodologia científica. 

3.2.1 Da redação gramatical: o que faz e regulamento com suas fontes 


A redação gramatical ainda se mantém pela Norma Culta contida no nível da gramática normativa. Mas concentra-se na sua parte que estuda a sintaxe e a semântica (análise sintática e semântica), transitando pela linguística; vai buscar a frase e a oração benfeitas, a linguagem coerente e acepção apropriada do verbete; aliás, pode até usar "pleonasmo e duplo sentido", contanto que seja com elegância ou poeticamente (não vicioso nem maldoso). 


Seu regramento está na gramática normativa e na técnica de redação. Nessa “meia fase”, as fontes de consulta são as próprias gramáticas, os manuais de redação, dicionários, além de similares. 


3.2.2 Da redação científica: o que faz e regulação com suas fontes 

Fazemos ainda a Revisão da metodologia científica usada no texto, que é também chamada de redação científica: examinamos os elementos da introdução e da conclusão, em sintonia com os capítulos do desenvolvimento; o Resumo, as Referências bibliográficas e os demais acessórios “de antes e depois” do texto. 


Sua regulação está evidentemente no campo da metodologia científica e da Norma Técnica. Nessa outra “meia fase”, as fontes de consulta são as obras dos autores metodologistas e as Normas da Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT), além de outras congêneres.

Portanto, é um nível médio de revisão, porque já requer esforço mental, capacidade para discernir, fluência na escrita, além de mais atributos; é também composto, porque envolve dois ramos de conhecimento: gramatical e metodológico. Nessa fase, chamam-nos revisor de texto.


3.3 Copidesque ou Copidescagem: o que faz, ordenamento e fontes de consulta  nível avançado ou super-revisão 


Quando é o Copidesque ou a Copidescagemtende para o ato de escrever muito bem; passa da Norma Culta e da Norma Técnica; a concentração vai para as ideias e a mensagem da obra. 


É a chamada Revisão da Reescrita — e nós acrescentamos que é também do Aperfeiçoamento  porque se junta ao escritor para fazer mudança muito importante e assim, tanto volta à fase embrionária dos originais, como avança na fase de seu acabamento, como ainda se mantém pelo meio dos capítulos: é um vaivém que faz profunda interferência na forma do texto e no seu conteúdo, refazendo capítulo e aperfeiçoando a obra. 


Seu ordenamento já ultrapassa o lado técnico e avança no campo conceitual (conhecedor) da matéria em revisão e noção ética, tendo cuidado para “não ir nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. 


Suas fontes de consulta são livros e dicionários especializados no assunto que está sendo copidescado. Mas tem ainda a tarefa de conferir todas as corrigendas anteriores a essa, de modo que não deixe passar nenhum erro. 


Portanto, é um nível complexo e avançado de revisão, porque exige capacidade interpretativa e cognitiva; ou superavançado, a depender do andamento dos trabalhos: uma super-revisão. Nessa fase, chamam-nos copidesque
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APÊNDICE 2- Descritores com palavras-chave da revisão de texto que nós fazemos

metodologia revisora (não é metodologia científica),
metodologia do trabalho revisório (não é metodologia do trabalho científico),

arte da revisão de texto,
arte da revisão textual,
arte da revisão e técnica da revisão, 
arte de revisar texto, 
arte, técnica, métodos e procedimentos da revisão, 

blog revisor,
blog revisor de texto,
blog revisor valdir,

copidesque,
copidescagem, 

correção, revisão e copidesque ou copidesagem, 
correção e revisão de texto, 
correção ortográfica de tcc, 
correção gramatical, 
correção gramatical do texto, 
correção gramatical e ortográfica, 
correção ortográfica e sintática, 
correção e revisão ortográfica, 
correção ortográfica de trabalhos acadêmicos, 
corrigir relatório técnico de estágio,
corretor ortográfico, 

estilo de revisão textual, 
estilo de revisão e trilogia da revisão, 

livro-guia de trabalho do revisor de texto valdir 

método de revisão textual, 
método de trabalho da revisão de texto,

modelo crc da revisão de texto 

oficina revisória de texto,
oficina da revisão de texto,

revisar texto é uma arte, 
revisar monografia de graduação, 
revisar dissertação de mestrado, 
revisar tese de doutorado,

revisão e copidesque, 
revisão e copidesque-copidescagem, 
revisão textual, revisão metodológica,   
revisão gramatical e metodológica¹, 
revisão gramatical e ortográfica²,   
revisão gramatical e sintática³, 
revisão gramatical e semântica, 
revisão no texto em verso e prosa, 
revisão no texto: poema e prosa, 
revisão de livro e monografia, 

revisão de livro, de livros,  
revisão de texto, de textos, 
revisão de texto valdir, 
revisão de texto e copidesque, 
revisão gramatical da língua portuguesa,
revisão gramatical e ortográfica, 
revisão ortográfica e gramatical, 

revisor copidesque, 
revisor de texto e copidesque,
revisor de livro, de livros,  
revisor de livro e monografia, 
revisor de texto, de textos, 
revisor de rexto valdir loureiro,

técnica da revisão textual, 
trilha revisória do texto, 
trilogia da revisão textual,

trabalho de conclusão de curso (tcc). 

Notas: 
¹ Nós, como revisor, não assimilamos a locução "copidesque gramatical nem metodológico", porque a copidescagem é interpretativa e sistemática. 
² Sendo ortográfica, já é gramatical, visto que a Ortografia é uma parte da Gramática. 
³ Sendo sintática, também é gramatical, pois a Sintaxe é uma parte da Gramática.
Mas, a bem da clareza, aceitamos a inadequação e a redundância.
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Pedido ao público leitor > Se alguém copiar essa postagem total ou parcialmente, peço que se lembre de citar esta fonte de consulta com o meu nome junto à citação e na página de referências bibliográficas. Tal solicitação aplica-se a toda matéria de nossos blogs.

Esse "post kilométrico" e "de fôlego" equivale a um livro de 85 páginas de meio papel ofício: um guia de revisão textual a ser usado em trabalho de escritório e domicílio: para fazer tal livro, seriam 85 páginas (lados ou laudas) de papel A5, margens superior e esquerda = 2cm, inferior e direita = 1,5cm, letra Arial 12, com espaçamento "simples" entre as linhas. 

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