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Livro REVISÃO DE TEXTO: correção ortográfica, revisão redacional e metodológica, e copidesque ou copidescagem > Clicar Aqui. É o livro-guia de trabalho do Revisor de Texto Valdir Loureiro: conceitual e metódico, serve para nortear os procedimentos que disponibilizamos na função de revisor textual e de copidesque, podendo virar um atrativo autêntico dessa oferta, um cartão de visita “sui generis" (como poucos) para divulgar essa atuação.

25/03/2017

Estopim da denúncia

Da novidade corrosiva ao fogo delator

1) Novidade corrosiva, 2) Descarga emocional, 3) "Beco sem saída", 4) "Fogo inimigo", 5) Chamas da fogueira, 6) Toga, martelo e xadrez7) Prisão e exílio, 
8) "Chamariz virótico", 9) "Ficha suja", 
10) "Veneno da fumaça", 11) Mãos de “fogo amigo”.

1) Novidade corrosiva
A denúncia é novidade
que silencia e corrói.
Sem ser dor, é mal que dói,
causando uma enfermidade.
Abre um rombo ou cavidade
na confiança existente,
pois a delação consente
uma ameaça sem fim
do fogo do estopim
que se armou à sua frente.

2) Descarga emocional
A pessoa denunciada
sente lhe faltar coragem,
perde o brilho da imagem,
não sente prazer em nada.
A princípio, é culpada
mesmo que tenha defesa.
Dos raios da Incerteza,
recebe descarga elétrica;
e sente uma força tétrica
no elástico da tristeza.

3) "Beco sem saída" 
O efeito é imediato,
causado por esse estrago.
Um assento fica vago,
fica o alimento no prato;
é procurado um sapato,
uma camisa é vestida;
e uma chave cai perdida,
junto ao portão de entrada.
É a pessoa delatada,
sem achar uma saída.

4) "Fogo inimigo" 
Como não há inimigo
que, ao rival, seja afável,
não há denúncia amigável
ou que não cause perigo.
A sensação de castigo
é imediata, eficaz!
E o efeito “estopim” faz
a pessoa entrar em crise,
sem saber mais onde pise
nem o que lhe satisfaz.

5) "Chamas da fogueira ou Fogo delator" 
Cinza, mazela, sujeira,
o fogo delator deixa —
desde quando é feita a queixa,
até a última fogueira.
"Audiência é caieira"
de um suspeito em apuro;
é um fogo de monturo
que não para de queimar,
onde se vão apagar
as chamas de algum futuro.

6) Toga, martelo e xadrez
Se ela for para cadeia
como outras que já têm ido,
assim estará cumprido
o que a "toga" patenteia.
“Nem precisou levar peia”,
ao receber o libelo.
"A batida do martelo"
já lhe foi suficiente.
E o cárcere deprimente
“é sua casa, seu castelo”.

7) Prisão e exílio 
Triste sina é a do preso! —
diria Oscar Wilde.
No exílio, Santa Matilde
sentiu-se nesse desprezo?
Preso torna-se indefeso
tal como fosse exilado.
E quem for só delatado
“fica com a mancha na ficha”
e alguém que cochicha, espicha
o caso visto e julgado.

8) "Chamariz virótico"

É um chama, chamariz: 
até “denúncia vazia” —
visto que a mesma cria
má impressão, infeliz.
Onde pode haver juiz
que impeça tal consequência?
Comprovada a inocência,
quem era suspeito fica
igual a “vírus da Zika”: 
ninguém quer sua ingerência.

9) "Ficha suja"

Se for em busca de emprego,
vai ficar na “lista fria”;
vão dizer com zombaria
que ele está “falando Grego”.
Nem capacho, nem pelego,
ex-delatado vai ser —
porque sempre vão dizer,
sobre a suspeita daninha,
que “alguma coisa”, ele tinha, 
mas conseguiu esconder.

       10) "Veneno da fumaça"
“Onde há fumaça, há fogo.”
Com base nesse aforismo,
“jogar sob denuncismo”
é entrar, perdendo o jogo.
Mas também entra com rogo
de defesa e assistência;
se comprovar a inocência,
ainda sai chamuscado
— caso não saia queimado —
na imagem e aparência.
        
        11) Mãos de “fogo amigo”
As mãos de quem denuncia
têm um dedo de vingança
que indica, aponta e alcança
amigo em quem não confia.
Quem se vinga, alivia
o peso da sua ira.
Mas, com a mão direita atira
pela frente e por trás
e, com a mão esquerda, traz
munição para outra mira.

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